Para onde vai o dinheiro do Imposto de Renda?

União, estados e municípios recebem parte do valor pago. O recurso financia serviços como saúde, segurança e transporte em todo o país.

Com o prazo para declaração do Imposto de Renda já em andamento neste sábado, 22 de março de 2025, uma dúvida comum voltou a circular: para onde vai o dinheiro que as pessoas pagam ao governo?

Desde a criação do Imposto de Renda, em 1922, o objetivo do tributo tem sido financiar os serviços públicos que fazem parte do dia a dia da população.

Entre eles estão saúde, educação, transporte, segurança, obras e outros setores que mantêm o país funcionando. Mas há muito mais. Confira!

Imposto de Renda.
Dinheiro do Imposto de Renda não tem destino fixo. Governo usa os recursos em serviços públicos conforme o orçamento. (Foto: Jeane de Oliveira / pronatec.pro.br).

Como o governo divide o dinheiro arrecadado?

A saber, a arrecadação do Imposto de Renda segue regras definidas na Constituição. O valor não fica apenas com o governo federal. A distribuição acontece entre a União, os estados e os municípios. Veja como funciona essa divisão:

  • 50% ficam com a União
  • 21,5% vão para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE)
  • 25,5% são enviados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM)
  • 3% seguem para o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Essa partilha ajuda a manter o equilíbrio entre as regiões, já que nem todos os estados e cidades conseguem arrecadar o suficiente para bancar suas próprias despesas.

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Como o dinheiro do Imposto de Renda é usado na prática?

Diferente de outros impostos, o valor pago no Imposto de Renda não tem destino fixo. Em suma, o dinheiro vai direto para o Tesouro Nacional, que administra os recursos do país. A partir disso, os valores servem para financiar as atividades e projetos do governo.

Em outras palavras, isso significa que os recursos do IR servem para manter hospitais, pagar professores, bancar programas sociais e garantir serviços públicos. Mesmo que não exista uma ligação direta entre o imposto e um serviço específico, o valor recolhido chega à população de várias formas.

Além disso, os próprios estados e municípios precisam seguir regras sobre como usar o dinheiro recebido. No caso da saúde, os estados devem aplicar no mínimo 12% da receita. Os municípios devem usar ao menos 15%. Já na área da educação, os percentuais também são definidos por lei.

Função social e formato do Imposto de Renda

O Imposto de Renda segue o modelo de progressividade. Isso quer dizer que quem ganha mais paga uma alíquota maior. Dessa forma, o sistema tenta ser mais justo, cobrando mais de quem pode contribuir com um valor maior e menos de quem ganha pouco.

Essa característica ajuda a reduzir as desigualdades. Com a arrecadação vinda de diferentes faixas de renda, o governo tem mais condições de investir em políticas públicas que atendem as camadas mais vulneráveis da sociedade.

Doações que o contribuinte pode fazer

Por fim, durante a declaração, o contribuinte pode escolher o destino de parte do imposto devido. Até 6% do valor pode ir para fundos de apoio à infância, ao idoso, à cultura e ao esporte.

Essa possibilidade dá mais autonomia a quem paga o imposto, além de beneficiar diretamente projetos sociais. A própria declaração oferece as opções para quem quer participar dessas ações.

Mesmo sendo um tributo obrigatório, o Imposto de Renda tem grande impacto no funcionamento do país. Com os valores pagos por milhões de brasileiros, o governo consegue manter os serviços públicos e investir em melhorias.