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O motor do Concorde e sua técnica para ultrapassar o som

Rodrigo Peronti Por Rodrigo Peronti
19/06/2025 - 13:53

O motor do Concorde é, sem dúvida, uma das criações mais impressionantes da engenharia. Chamado de Rolls-Royce/Snecma Olympus 593, ele permitiu que o famoso avião de passageiros voasse a impressionantes duas vezes a velocidade do som. Esse motor tinha uma particularidade: foi o único com pós-combustão que operou em serviços comerciais regulares. Essa tecnologia, que o tornava tão especial, também trouxe seus próprios desafios.

A história do motor do Concorde é marcada por contrastes. Enquanto no chão ele era consumido por combustível, no céu, a eficiência surpreendia durante os voos supersônicos. Vamos entender como essa verdadeira obra-prima funcionava e por que sua genialidade também contribuiu para o seu fim.

O que era o Rolls-Royce/Snecma Olympus 593, o motor do Concorde?

Este motor era um turbojato de fluxo axial com dois carretéis — uma escolha inteligente para gerar a velocidade de exaustão necessária para voos em Mach 2. O projeto surgiu de uma colaboração histórica entre a britânica Rolls-Royce e a francesa Snecma, unindo esforços em um acordo que foi realizado em 1962. Essa união foi singular, já que, ao mesmo tempo, essas nações eram tanto parceiras quanto concorrentes na corrida aérea.

A engenharia desse motor era ímpar e desafiadora. Em um voo de cruzeiro a Mach 2, o ar já entrava a mais de 120°C antes de ser queimado. Isso exigiu materiais inovadores, como superligas de níquel, algo impensável em motores de voos subsônicos.

O “pós-queimador”: como a injeção de combustível no escape quebrava a barreira do som

Uma das características mais marcantes do motor do Concorde era o seu sistema de pós-combustão, conhecido como “reheat”. Ele era responsável pela famosa chama visível na traseira dos motores durante a decolagem. Esse sistema injetava combustível diretamente no duto de exaustão, atrás da turbina. No entanto, não era utilizado durante o voo de cruzeiro. Em vez disso, servia para momentos críticos, como na decolagem e na fase em que o avião rompia a barreira do som.

Após o Concorde atingir Mach 1.7, o sistema de pós-queimadores era desligado, permitindo que a aeronave continuasse seu voo com o empuxo “seco” do motor. Esse esquema ajudou a otimizar o projeto do motor. Se ele fosse maior e mais pesado para garantir a decolagem sem o pós-queimador, isso tornaria o voo bem menos eficiente, especialmente na longa fase de cruzeiro.

Eficiência a Mach 2: o paradoxo do consumo do motor do Concorde

Agora, vamos pensar na economia do motor. Em solo, o Concorde era um verdadeiro “beberrão”. Chegou-se a estimar que ele consumia cerca de duas toneladas de combustível apenas para se deslocar até a pista. Durante a decolagem, melhor se preparar, pois cada motor queimava 22.500 kg de combustível por hora.

Por outro lado, essa situação mudava completamente em altitudes de 60.000 pés e quando atingia Mach 2. O motor se tornava tão eficiente que atingia uma eficiência térmica de 43%, um recorde na época. Curiosamente, mesmo a essa velocidade, o motor em si era o elemento que menos contribuía para o empuxo total — apenas 8%. O restante vinha da própria estrutura do avião, com 63% de empuxo gerado pela pressão do ar nas entradas de ar e 29% pela expansão dos gases nos bocais de exaustão.

Nesse sentido, o motor do Concorde era parte de um sistema de propulsão totalmente integrado, onde cada componente tinha um papel crucial.

Comparando com motores militares da época, como o Pratt & Whitney TF30 ou o General Electric J79, a filosofia do motor Olympus 593 se destacava. Enquanto os motores militares eram feitos para alta velocidade em curtas distâncias, o do Concorde foi projetado para durar e ser eficiente em longos voos supersônicos. Sua construção focou em uma vida útil de 25.000 horas, ideal para a aviação comercial.

O legado barulhento: uma obra-prima de engenharia que não sobreviveu ao seu tempo

O Olympus 593 foi um verdadeiro triunfo técnico, mostrando até onde a engenharia pode ir. Mas o contexto em que ele operava foi mudando. A crise do petróleo nos anos 70, a crescente preocupação com o meio ambiente e a preferência por aviões subsônicos tornaram o Concorde obsoleto.

O consumo excessivo de combustível e o barulho ensurdecedor acabaram levando a batalhas legais e restrições nos voos supersônicos sobre terras. O legado do motor do Concorde é, portanto, um misto de genialidade e uma dura lição de que, por mais avançada que seja a tecnologia, a viabilidade comercial é imprescindível. Para as novas gerações de aviões supersônicos, o Olympus 593 se torna não apenas uma relíquia, mas também um alerta sobre como o poder por si só não garante um futuro duradouro no céu.

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