MEI pode receber seguro-desemprego? Descubra o segredo que muita gente não sabe
Microempreendedores Individuais podem ter direito ao benefício, desde que cumpram requisitos específicos
O seguro-desemprego, tradicionalmente voltado para trabalhadores com carteira assinada, também pode ser concedido ao Microempreendedor Individual (MEI). No entanto, o direito ao benefício depende do cumprimento de algumas condições estabelecidas pela legislação trabalhista.
A principal exigência é que o MEI não tenha gerado renda com a empresa nos últimos 90 dias antes da solicitação. Além disso, o trabalhador deve comprovar que não possui outra fonte de sustento para si e sua família.
Esses critérios garantem que o benefício seja destinado a quem realmente precisa durante o período de transição profissional.
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MEI precisa comprovar a inatividade da empresa para receber o benefício
Para ter direito ao seguro-desemprego, o MEI deve atender a uma série de requisitos.
O primeiro deles é estar com a empresa inativa nos três meses anteriores ao pedido do benefício. Caso o microempreendedor continue gerando receita nesse período, o pedido será negado, pois o faturamento ativo é considerado uma fonte de renda.
Além disso, o trabalhador precisa ter exercido atividade com carteira assinada por, no mínimo, 12 meses nos últimos 18 meses antes da demissão. O tempo de trabalho formal deve ser comprovado por meio da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
Outro requisito é a regularidade das contribuições obrigatórias como MEI, especialmente o pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI). O solicitante também deve estar inscrito como contribuinte individual no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Caso o MEI possua funcionários registrados, eles têm direito ao seguro-desemprego caso atendam aos requisitos previstos na legislação trabalhista, independentemente da atividade da empresa.
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Cálculo do benefício considera a média salarial dos últimos três meses
O valor do seguro-desemprego é calculado com base na média dos três últimos salários recebidos pelo trabalhador antes da demissão. Em 2023, o valor mínimo do benefício foi fixado em R$ 1.320, conforme aprovado pelo Congresso Nacional.
O benefício é concedido por um período de três a cinco meses, de acordo com o tempo de trabalho do solicitante. Durante esse período, o trabalhador pode se dedicar à busca por uma nova oportunidade de emprego sem comprometer a renda familiar.
Solicitação do seguro-desemprego deve ser feita em até 120 dias após a demissão
O pedido do seguro-desemprego deve ser realizado entre o 7º e o 120º dia após a data da demissão.
O processo pode ser feito de forma online, pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br. Também é possível solicitar o benefício presencialmente em uma unidade do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
Os documentos necessários para a solicitação incluem:
- Documento de identificação com foto (RG ou CNH);
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
- Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho;
- Comprovante de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
- Documentos que comprovem a inatividade da empresa MEI nos últimos 90 dias.
Após a análise da documentação, o benefício é liberado em até 30 dias. O pagamento é realizado em contas da Caixa Econômica Federal (caixa.gov.br), podendo ser sacado com o Cartão Cidadão ou transferido para outras contas bancárias.
Contribuições em dia garantem o acesso ao benefício
A regularidade das contribuições mensais do MEI é fundamental para garantir o acesso ao seguro-desemprego e a outros benefícios previdenciários.
O pagamento do DAS-MEI deve ser feito mensalmente, mesmo quando a empresa está inativa. O não pagamento das contribuições pode impedir o acesso ao benefício no momento da solicitação.
Além disso, manter o cadastro atualizado no INSS é essencial para comprovar a condição de contribuinte individual. O cadastro pode ser consultado e atualizado por meio do aplicativo ou portal Meu INSS (meu.inss.gov.br), garantindo que o trabalhador esteja em dia com suas obrigações previdenciárias.
Renda ativa impede o recebimento do seguro-desemprego
O MEI que continua gerando renda durante o período de solicitação do seguro-desemprego não tem direito ao benefício.
A legislação considera que a empresa ativa representa uma fonte de sustento, impedindo o pagamento do auxílio. Por isso, é necessário comprovar a ausência de faturamento nos três meses anteriores ao pedido.
Caso o MEI volte a obter renda durante o recebimento do benefício, o pagamento do seguro-desemprego será suspenso imediatamente. Essa regra garante que o auxílio seja destinado apenas a quem realmente precisa de suporte financeiro durante a busca por uma nova colocação profissional.
O seguro-desemprego representa uma importante rede de proteção social, oferecendo suporte financeiro temporário aos trabalhadores em situação de desemprego.
Para o MEI, o benefício está disponível desde que sejam cumpridos todos os requisitos estabelecidos, garantindo o direito ao auxílio durante o período de transição profissional.