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Erupção do monte St. Helens e seu impacto devastador

Rodrigo Peronti Por Rodrigo Peronti
21/06/2025 - 14:27

A erupção do Monte St. Helens, ocorrida em 18 de maio de 1980, é um daqueles eventos que marcam a história. O que muitos não sabem é que tudo começou com um grande deslizamento de terra na face norte do vulcão, o maior já registrado na história moderna. Em vez de uma explosão instantânea, presenciamos o colapso de toda uma encosta, que gerou uma devastadora explosão lateral, com a velocidade se aproximando do som.

Infelizmente, essa tragédia resultou em 57 vidas perdidas e danos que superaram um bilhão de dólares. Mas, além da dor e da destruição, esse evento também trouxe lições valiosas que revolucionaram nossa compreensão sobre vulcanologia e os perigos geológicos. O impacto da erupção é sentido até hoje, contribuindo para o avanço científico na área.

Os terremotos e a “protuberância” que deformou o Monte St. Helens em 1980

Após longos 123 anos de dormência, em março de 1980, o Monte St. Helens começou a dar sinais de que algo estava prestes a acontecer. Uma série de terremotos indicou que o magma estava se movendo sob a montanha. Em 27 de março, houve as primeiras explosões de vapor, criando uma nova cratera.

O evento mais alarmante foi o surgimento de uma imensa “protuberância” na face norte do monte. Um tipo de magma viscoso, conhecido como criptodomo, pressionava as paredes do vulcão, fazendo a encosta se expandir a uma velocidade surpreendente de 1,5 a 2,5 metros por dia. Na véspera da erupção, essa parte já estava deslocada em mais de 140 metros. O Monte St. Helens havia se tornado uma verdadeira bomba-relógio geológica.

Na manhã do domingo fatídico, às 8h32, um terremoto de magnitude 5.1 foi o sinal que acionou a catástrofe. Nos segundos seguintes, toda a face norte se desintegrou em uma avalanche colossal de rochas e terra.

O que aconteceu a seguir foi um espetáculo aterrorizante:

  • Deslizamento de terra: a encosta, já instável, desabou como uma avalanche colossal.

  • Explosão lateral: o colapso potencializou a pressão do magma que se liberou de forma explosiva, lançando rochas, cinzas e gás à impressionantes 1.100 km/h.

  • Erupção vertical: quase ao mesmo tempo, uma coluna de cinzas e gases se elevou a mais de 24 quilômetros, mergulhando cidades e áreas ao redor na escuridão.

  • Fluxos de lama (Lahars): o calor intensificado da erupção derreteu neve e gelo, criando lavas que devastaram rios e localidades ao longo do caminho.

A escala do maior deslizamento de terra subaéreo da história

O deslizamento do St. Helens é reconhecido como o maior deslizamento de terra subaéreo já registrado na história moderna. E, mesmo que existam deslizamentos pré-históricos maiores, como o de Heart Mountain, o de St. Helens leva o título de maior documentado.

Os números falam por si:

  • Volume: a avalanche deslocou 2,8 quilômetros cúbicos de rochas e terra, suficiente para enterrar a ilha de Manhattan sob uma camada de 40 metros.

  • Área coberta: o deslizamento cobriu cerca de 60 km².

  • Profundidade: no vale do rio North Fork Toutle, a camada de detritos alcançou profundidades de 46 metros em média.

O rescaldo da erupção: o trágico custo humano e a destruição da paisagem

Ainda hoje é difícil esquecer que a erupção levou a vida de 57 pessoas, incluindo o geólogo David A. Johnston, que em suas últimas palavras conseguiu avisar do perigo. O custo econômico também foi alarmante, superando 1,1 bilhão de dólares, com mais de 200 casas e diversas pontes e estradas destruídas. A indústria madeireira local foi severamente afetada e uma vasta área de 600 km² se transformou em um deserto devastado.

Como a tragédia de St. Helens revolucionou o estudo de vulcões no mundo

Embora tenha deixado um legado de tragédia, a erupção do Monte St. Helens se destacou como um marco na vulcanologia. Com informações ricas sobre o evento, os cientistas puderam estudar o fenômeno do colapso de flancos e explosões laterais, mudando a abordagem do monitoramento de vulcões.

Esse episódio levou à implementação de novas tecnologias, como o uso de GPS de alta precisão e monitoramento de gases, que estão agora integrados nas práticas de observação de vulcões ao redor do globo. O conhecimento adquirido alimentou programas de resposta a desastres que têm salvado vidas até hoje. Além disso, a área devastada foi transformada em um Monumento Vulcânico Nacional, que se tornou um laboratório natural e surpreendeu os cientistas com uma recuperação da vida muito mais rápida do que o esperado.

As lições que a natureza nos apresentou continuam a reverberar, mostrando que, mesmo na adversidade, há espaço para aprendizado e renovação.

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