Governo amplia limite de faturamento para MEI e atrai novos empreendedores
O cenário para quem trabalha por conta própria no Brasil acaba de ganhar um incentivo de peso. O governo federal atualizou os limites de faturamento anual para o MEI, permitindo que o microempreendedor individual consiga vender mais e expandir seu negócio sem ser desenquadrado do regime simplificado de impostos.
Essa era uma reivindicação antiga de quem via o negócio crescer, mas tinha medo de passar do limite e ter que encarar a burocracia de uma microempresa comum. Com o novo teto, o empreendedor ganha uma margem maior para investir em estoque, equipamentos e até na contratação de mais ajudantes, mantendo a guia mensal fixa e barata.
A medida visa combater a informalidade, trazendo para a legalidade milhares de brasileiros que antes preferiam não registrar suas vendas para não estourar o limite antigo. Agora, com mais espaço para crescer, o MEI se consolida como a principal porta de entrada para o sucesso no empreendedorismo nacional.
O que muda com o novo teto de faturamento
A principal mudança é o valor que o empreendedor pode receber por ano mantendo o seu CNPJ MEI ativo. Esse reajuste acompanha a realidade dos preços atuais e permite que prestadores de serviços e pequenos comerciantes consigam emitir mais notas fiscais sem o risco de serem multados ou migrados para sistemas tributários mais caros.
Além do faturamento, as novas regras também trazem discussões sobre a ampliação do número de funcionários que um MEI pode contratar. Atualmente, o limite é de um empregado, mas existe um movimento para que esse número aumente, gerando ainda mais empregos diretos nas comunidades e bairros.
Para quem já é MEI, a mudança é automática no sistema, mas é bom ficar de olho na Declaração Anual de Faturamento. Manter as contas organizadas é essencial para provar que o seu negócio está dentro das normas e para facilitar o acesso a empréstimos bancários com juros reduzidos para empresas.
Vantagens de ser formalizado no novo sistema
Muita gente ainda tem dúvida se vale a pena abrir um MEI, mas os benefícios vão muito além de apenas ter um CNPJ. Ao pagar a guia mensal, o empreendedor garante sua aposentadoria por idade, auxílio-doença e, no caso das mulheres, o salário-maternidade. É uma rede de proteção que o trabalhador informal não tem.
Outro ponto forte é a possibilidade de vender para grandes empresas e para o governo, já que o MEI pode emitir nota fiscal de forma simples. Isso abre portas para contratos maiores e mais lucrativos, permitindo que aquele pequeno negócio de fundo de quintal se torne uma empresa respeitada no mercado.
Com o novo limite, os bancos também tendem a oferecer limites de crédito maiores para quem é MEI. Ter uma conta jurídica facilita a separação do dinheiro da casa do dinheiro da empresa, algo fundamental para quem quer ter sucesso e não fechar as portas nos primeiros anos de operação.