Cadastro Único: saiba quem tem direito e como manter os dados atualizados para não perder benefícios

O CadÚnico é a porta de entrada para programas como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e isenção de taxas em concursos. Família sendo atendida em um posto do CRAS para atualização cadastral. Entenda os critérios de renda, a importância da atualização bienal e como o governo utiliza essas informações para gerir as políticas sociais.

O Cadastro Único (CadÚnico) funciona como um mapa da realidade social do Brasil. É através dele que o governo identifica quem são as famílias que precisam de apoio e direciona recursos para programas como o Bolsa Família e o BPC. Estar com o cadastro em dia não é apenas uma formalidade, é a garantia de que os benefícios chegarão a quem realmente tem direito.

Muitas pessoas acreditam que o CadÚnico serve apenas para o recebimento de dinheiro direto, mas ele abre portas para muito mais. Benefícios como o desconto na conta de luz (Tarifa Social), a entrega de kits gratuitos de TV digital e até a isenção de taxa de inscrição em concursos públicos e no ENEM dependem das informações registradas nesse sistema.

A regra fundamental do Cadastro Único é a transparência. Qualquer mudança na família — como o nascimento de um filho, a mudança de endereço ou se alguém conseguiu um emprego novo — deve ser informada ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Omissão de informações pode levar ao bloqueio ou cancelamento definitivo dos benefícios.

Quem pode se cadastrar e quais os requisitos?

O CadÚnico é voltado para famílias que ganham até meio salário mínimo por pessoa ou que tenham uma renda total de até três salários mínimos. Também podem se cadastrar pessoas que vivem sozinhas (famílias unipessoais), desde que atendam aos critérios de renda. O processo de inscrição é feito presencialmente no CRAS do seu município.

Na hora da entrevista, o responsável familiar deve levar os documentos de todos que moram na casa (CPF, certidões de nascimento, comprovante de residência). É importante ser muito preciso ao declarar a renda de cada membro, pois o governo cruza esses dados com outros bancos de dados federais, como o INSS e o Ministério do Trabalho.

A importância da atualização a cada dois anos

Mesmo que nada tenha mudado na sua família, a legislação exige que o cadastro seja atualizado, no máximo, a cada 24 meses. Se você passar desse prazo sem confirmar seus dados, o sistema entra em alerta e os pagamentos podem ser suspensos. Geralmente, o governo envia avisos pelo extrato do benefício ou por cartas, mas o ideal é que o cidadão tome a iniciativa de conferir a validade do seu cadastro.

A atualização bienal serve para o governo entender se aquela família ainda precisa do auxílio ou se ela já conseguiu melhorar suas condições de vida. Esse sistema de “porta de saída” é o que permite que novas famílias que estão em situação de urgência possam entrar nos programas sociais, garantindo a justiça na distribuição dos recursos públicos.