Sisu 2026: confira as notas de corte mais altas e saiba o que esperar
Conhecer o desempenho dos candidatos no ano anterior é o primeiro passo para montar uma boa estratégia de aprovação.
Com a abertura das inscrições para o Sisu, o coração dos estudantes bate mais forte. A grande dúvida que paira no ar é sempre a mesma: “Minha nota no Enem é suficiente para o curso que eu quero?”. Para responder a isso, olhar para trás e analisar as notas de corte do último ano é fundamental.
A nota de corte é, basicamente, a pontuação do último candidato classificado dentro das vagas disponíveis. Em 2026, a tendência é que os cursos mais tradicionais continuem exigindo um desempenho quase perfeito, especialmente nas instituições mais renomadas do país.
Analisar esses números não serve para desanimar, mas para dar um choque de realidade e ajudar na escolha das opções. Muitas vezes, uma pequena variação na escolha da universidade pode ser a diferença entre ver o seu nome na lista de aprovados ou ficar na lista de espera.
Vale lembrar que as notas variam muito entre a ampla concorrência e as diferentes modalidades de cotas. Por isso, ao pesquisar, o aluno deve focar no grupo em que ele realmente se encaixa para ter uma previsão mais certeira do que está por vir.
O Sisu é um jogo de estratégia. Durante os dias de inscrição, as notas mudam diariamente, e estar bem informado sobre os patamares de anos anteriores dá ao candidato o “norte” necessário para não agir apenas pela emoção no último minuto.
Os cursos que exigiram as maiores pontuações
Como já era esperado, o curso de Medicina liderou o ranking das notas de corte mais altas. Em algumas universidades federais, a pontuação necessária ultrapassou a barreira dos 800 pontos, chegando perto dos 900 em locais que utilizam bônus regional.
Além da medicina, cursos como Engenharia de Computação, Direito e Odontologia também mantiveram patamares elevados. A alta procura por carreiras ligadas à tecnologia tem feito com que as notas nessas áreas subam consistentemente a cada nova edição do programa.
Instituições localizadas em grandes centros, como a USP, UFMG e UFRJ, costumam registrar as notas mais competitivas. No entanto, é interessante notar que universidades do interior também apresentam cortes altos devido à qualidade do ensino e à busca por menor custo de vida.
Como usar a nota de corte a seu favor
A dica de ouro é usar a nota de corte como uma bússola, não como uma sentença. Se a sua nota está um pouco abaixo do corte do ano passado, ainda vale a pena tentar, pois a concorrência flutua de acordo com o nível de dificuldade da prova do Enem de cada edição.
Durante o período de inscrição, o sistema do Sisu atualiza as notas de corte parciais uma vez por dia. É o momento de monitorar sua posição. Se você perceber que está muito longe da vaga na sua primeira opção, talvez seja hora de usar a segunda opção de forma mais conservadora.
- Fique de olho nos pesos: Algumas universidades dão peso maior para Matemática ou Redação, o que pode fazer sua nota subir ou descer drasticamente dependendo do curso.
- Lista de espera: Muitas vezes, o corte final na lista de espera cai bastante. Não desista se não passar de primeira.
- Simuladores: Use as ferramentas oficiais para testar suas chances em diferentes regiões do Brasil.
A influência das cotas no desempenho final
As leis de cotas sofreram ajustes importantes recentemente, e isso reflete diretamente nas notas de corte. Alunos de escola pública, pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência possuem reservas específicas que podem apresentar notas ligeiramente menores, mas ainda assim muito competitivas.
Em 2026, a integração de dados entre o Ministério da Educação e outros órgãos federais tornou a validação das cotas mais rigorosa. Isso garante que as vagas sejam preenchidas por quem realmente tem direito, mantendo a justiça e a transparência do processo seletivo.
Muitos candidatos se surpreendem ao ver que, em certos cursos, a nota de corte das cotas é muito próxima da ampla concorrência. Isso acontece em carreiras de altíssima procura, onde todos os candidatos estão muito bem preparados, independentemente da categoria em que se inscreveram.
Mudanças no sistema e o que mudou no Sisu 2026
O Sisu passou por simplificações para tornar a navegação mais rápida. Agora, a consulta por vagas e a gestão das opções podem ser feitas de forma mais intuitiva pelo telemóvel, integrando-se diretamente com a conta Gov.br do estudante.
Outro ponto importante é a mudança na periodicidade. Com a unificação das seleções, o aluno precisa ficar atento para não perder a única grande chance do ano de ingressar em uma universidade pública. O planejamento deve ser feito com antecedência para evitar correrias de última hora.
Ter o título de eleitor e o documento militar em dia (para os homens) também é essencial, pois esses dados são cruzados no momento da matrícula. Estar com a documentação organizada é o último passo para transformar a nota do Enem em uma vaga garantida no ensino superior.
Como se preparar para o encerramento das inscrições
As últimas horas do Sisu são sempre as mais tensas. O sistema costuma ficar mais lento devido ao grande número de acessos simultâneos. A recomendação dos especialistas é definir suas opções definitivas pelo menos algumas horas antes do fechamento oficial.
Evite mudar de curso apenas por desespero. Se você tem um sonho e sua nota está perto do corte, manter a posição e apostar na lista de espera pode ser mais vantajoso do que entrar em um curso que você não gosta apenas para “garantir a vaga”.
Lembre-se que o sucesso no Sisu não depende apenas de uma nota alta, mas de saber onde essa nota rende mais. Com paciência e análise dos dados de anos anteriores, você maximiza suas chances de começar 2026 dentro da universidade dos seus sonhos.