RG antigo ainda vale para viajar em 2026? Veja o que diz a nova lei de identidade

A transição para a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) é um dos assuntos mais comentados por quem costuma viajar com frequência. A dúvida sobre a validade do RG antigo em 2026 é comum, mas a resposta é mais simples do que parece: sim, ele continua valendo e você não será impedido de viajar.

O governo brasileiro deu um prazo generoso para que a população se adapte ao novo padrão. O modelo anterior de RG só deixará de ser aceito oficialmente em 2032, o que dá uma margem de segurança de vários anos para quem não quer pressa na hora de renovar os documentos.

No entanto, é preciso estar atento ao estado do documento. Um RG com mais de dez anos de emissão, ou que esteja com o plástico descolando e a foto apagada, pode gerar problemas em aeroportos e rodoviárias, não por causa do modelo, mas pela falta de conservação.

Viajar exige documentação em ordem, e a nova identidade veio para simplificar esse processo, reunindo diversas informações em um só lugar. A ideia é que, no futuro, o cidadão não precise carregar vários cartões diferentes para provar quem é.

Confira a seguir o que muda na prática para o seu dia a dia e quais os cuidados necessários para não ter problemas na hora do embarque.

O prazo de validade da nova identidade e do modelo antigo

Para quem já emitiu ou pretende emitir a nova CIN, a validade varia de acordo com a idade do titular. Para crianças até 12 anos, o documento vale por cinco anos; para quem tem entre 12 e 60 anos, a validade é de dez anos; e para os maiores de 60, o documento tem validade indeterminada.

Já o RG antigo, aquele que todos conhecemos, segue a regra geral de validade nacional até fevereiro de 2032. Portanto, se você tem uma viagem marcada para qualquer lugar do Brasil em 2026, seu documento atual terá o mesmo valor jurídico de sempre perante as autoridades e empresas de turismo.

O que muda em 2026 é a obrigatoriedade de os estados estarem totalmente integrados ao novo sistema. Isso significa que, se você perder seu RG hoje ou ele vencer, a nova via que você solicitar já virá obrigatoriamente no novo formato unificado pelo CPF.

Dicas para quem vai viajar para fora do Brasil

Se o seu destino for algum país da América do Sul que faz parte do acordo do Mercosul, o RG antigo continua sendo a sua “chave de entrada”. Como esses países não exigem visto ou passaporte de brasileiros, a identidade é o documento oficial de trânsito.

A recomendação dos agentes de viagens é que, para roteiros internacionais, o RG tenha menos de dez anos de emissão. Isso evita que o oficial da imigração estrangeira questione a sua foto ou a veracidade dos dados, o que poderia estragar o passeio logo na chegada.

A nova CIN é vista com bons olhos pelos países vizinhos porque segue padrões internacionais de segurança, o que facilita a conferência digital na entrada e saída dos turistas. É um avanço tecnológico que coloca o Brasil em pé de igualdade com os sistemas de identificação mais modernos do mundo.

Como solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional

Para tirar a nova identidade, o processo é semelhante ao do RG antigo. Você deve procurar o órgão de identificação do seu estado, como o Poupatempo em São Paulo ou o Detran em outros estados, e agendar o atendimento. A primeira emissão da CIN é isenta de taxas.

É necessário levar a certidão de nascimento ou de casamento original e o número do CPF regularizado. Se o seu CPF tiver alguma pendência na Receita Federal, é preciso resolver primeiro, já que ele será o número principal do seu novo documento.

Atualizar o documento agora é uma escolha inteligente para evitar correria no futuro. Com a nova identidade em mãos, você garante uma viagem mais tranquila, com acesso à versão digital no celular e a certeza de estar com a documentação mais segura do país.