Parasita carnívoro identificado em humanos nos EUA pela primeira vez
O primeiro caso de miíase humana nos Estados Unidos, provocado pela mosca varejeira Cochliomyia hominivorax, foi registrado recentemente. O paciente havia voltado de El Salvador, onde há um surto dessa mosca. Segundo as autoridades de saúde dos EUA e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o risco para a saúde pública é considerado “muito baixo”, porque essa situação é isolada e vem de uma viagem internacional.
O que é miíase humana?
A miíase é uma infecção parasitária que acontece quando larvas de mosca invadem tecidos vivos. O problema é ainda mais sério com as larvas da Cochliomyia hominivorax, que se alimentam de tecido saudável, o que as diferencia de outras infecções que atacam tecidos já mortos.
Os sintomas são bem incômodos e incluem feridas que não cicatrizam, sangramento e a sensação de algo se movendo sob a pele, causando dor. Para detectar a infecção, os médicos realizam uma análise clínica, levando em conta o histórico de viagens para áreas onde essa mosca é comum, como na América Central e no Caribe.
Além de preocupações com a saúde, a presença dessa mosca nos EUA pode ter impactos econômicos significativos. Um surto poderia afetar gravemente a pecuária, um setor muito importante para a economia do país. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já está de olho nessa situação e alerta sobre as possíveis consequências financeiras de uma infestação.
Estratégias de contenção e cooperação internacional
Para evitar que a situação se espalhe, o USDA está colaborando com agências agrícolas e organizações internacionais, como a FAO. Entre as medidas adotadas, está a liberação de moscas estéreis, que ajuda a controlar a população dessa praga em áreas mais vulneráveis.
O controle em fronteiras e regiões rurais segue firme, com o objetivo de identificar e eliminar o parasita antes que consiga se estabelecer no país.
Medidas em andamento
O paciente diagnosticado com miíase está recebendo tratamento que envolve a remoção segura das larvas. Esse procedimento pode ser cirúrgico ou não invasivo, dependendo da intensidade da infecção. As autoridades ressaltam que é fundamental que os viajantes que retornam de áreas endêmicas fiquem atentos aos sintomas e procurem ajuda médica ao perceber qualquer sinal de infecção.