Instagram e WhatsApp Premium: entenda como a versão paga deve funcionar

A notícia de que o Instagram e o WhatsApp podem ganhar versões pagas mexeu com a internet nos últimos dias. Muita gente ficou preocupada, achando que teria que abrir a carteira para continuar conversando com os amigos ou postando fotos, mas a realidade é um pouco diferente do que os boatos sugerem.

A Meta, empresa que comanda essas plataformas, confirmou que está testando um modelo de assinatura premium. A ideia não é cobrar pelo que já é de graça hoje, mas sim oferecer ferramentas extras para quem deseja uma experiência mais profissional ou personalizada.

Imagine ter acesso a uma inteligência artificial muito mais potente, capaz de editar vídeos de forma quase profissional ou organizar sua agenda de compromissos direto no chat. É exatamente nesse tipo de facilidade que a empresa está focando para justificar o valor da mensalidade.

Esses testes estão começando de forma gradual e servem para sentir como o público reage às novidades. É um movimento que outras redes sociais, como o X (antigo Twitter) e o LinkedIn, já fazem há algum tempo para diversificar a forma como ganham dinheiro além dos anúncios.

Para o usuário comum, aquele que usa o app apenas para lazer, a promessa é de que nada mude no funcionamento básico. As mensagens, chamadas de vídeo e postagens no feed continuam acessíveis sem custo, mantendo a conectividade que todo mundo já conhece.

O que muda com o Instagram Premium

No Instagram, os indícios apontam para recursos que vão agradar muito quem trabalha com conteúdo ou é mais cuidadoso com a privacidade. Uma das funções mais comentadas é o chamado “Modo Espião”, que permitiria assistir aos Stories de outras pessoas sem que elas recebam a notificação de visualização.

Além disso, os assinantes poderiam ter listas de melhores amigos ilimitadas, facilitando a segmentação de quem vê cada tipo de postagem. Outra ferramenta interessante em teste é a possibilidade de ver uma lista clara de seguidores que não te seguem de volta, algo que hoje só é possível através de aplicativos de terceiros, muitas vezes pouco seguros.

A inteligência artificial também terá um papel central, com o recurso chamado Vibes, focado na criação de vídeos curtos com efeitos avançados. Para quem busca engajamento, essas ferramentas exclusivas podem ser o diferencial para se destacar em um feed cada vez mais concorrido.

Novidades exclusivas para o WhatsApp pago

Já no WhatsApp, o foco parece estar na organização e no estilo. A versão premium deve liberar a opção de fixar mais de três conversas no topo da lista, facilitando a vida de quem lida com muitos grupos e contatos importantes ao mesmo tempo.

Outro ponto que chama a atenção é a personalização visual. Assinantes teriam acesso a pacotes de figurinhas exclusivas, temas diferenciados para o fundo das conversas e até a possibilidade de mudar o ícone do aplicativo na tela inicial do celular.

Para quem se incomoda com propagandas, a versão paga deve garantir a remoção de anúncios em áreas como os Status e os Canais. É um alívio para quem prefere uma interface mais limpa e direta, sem interrupções comerciais enquanto navega pelas atualizações dos contatos.

A chegada da super inteligência artificial Manus

Um dos grandes investimentos da Meta para 2026 foi a aquisição do Manus, um agente de inteligência artificial de última geração. Ele deve ser a “cereja do bolo” desses planos pagos, funcionando como um assistente pessoal ultra inteligente dentro dos aplicativos.

Diferente das IAs básicas, o Manus teria capacidade para executar tarefas mais complexas, como agendar reuniões, resumir conversas longas em tópicos ou até ajudar na gestão de pequenas empresas que usam o WhatsApp para vender. É uma ferramenta voltada para a produtividade real, transformando o celular em um escritório de bolso.

Para os criadores de conteúdo, essa IA integrada pode ajudar a gerar legendas criativas, analisar o melhor horário para postar e sugerir temas que estão em alta no momento. É o uso da tecnologia para facilitar o trabalho pesado de quem vive do mundo digital.

Preços e disponibilidade no Brasil

Embora os valores oficiais para o Brasil ainda não tenham sido batidos, especula-se que a assinatura possa girar em torno de valores competitivos com outros serviços de streaming e aplicativos premium. A Meta afirmou que vai ouvir a comunidade antes de definir um preço final que faça sentido para o mercado brasileiro.

O lançamento deve acontecer por meio de uma lista de espera, onde os interessados se cadastram para testar as funções antes de todo mundo. Isso ajuda a empresa a corrigir falhas e ajustar os recursos de acordo com o que os usuários realmente acham útil no dia a dia.

É importante reforçar que a adesão será totalmente opcional. Se você está satisfeito com o seu Instagram ou WhatsApp do jeito que eles são hoje, poderá continuar usando as versões gratuitas normalmente. O objetivo da Meta é criar um “degrau” extra de serviços para quem vê valor em pagar por mais praticidade e tecnologia.