Fies 2026: saiba como financiar sua faculdade com juros zero e pagar só depois de formado

Programa federal permite que estudantes de baixa renda cursem o ensino superior em instituições privadas com condições facilitadas de pagamento

Para muitos jovens e adultos, a vontade de crescer na carreira esbarra no valor das mensalidades de cursos como Medicina, Direito ou Engenharia. Nem sempre a nota é suficiente para uma bolsa total, e é nesse cenário que o financiamento estudantil se torna o braço direito de milhares de famílias brasileiras.

O programa funciona como um fôlego para quem precisa começar a estudar agora, mas não tem o dinheiro disponível imediatamente. A grande vantagem é que o governo paga as mensalidades para você, e a dívida só começa a ser quitada de forma efetiva após a conclusão do curso e quando você já estiver inserido no mercado de trabalho.

Diferente de empréstimos bancários comuns, esse sistema foi desenhado para ser socialmente justo. Em muitos casos, os juros são inexistentes, o que impede que a dívida vire uma bola de neve impagável ao longo dos anos. É uma segurança para o estudante focar apenas no que importa: aprender.

As regras mudaram um pouco nos últimos tempos para priorizar quem realmente não tem condições de arcar com os custos. Por isso, estar atento aos critérios de renda e ao desempenho nas provas nacionais é o primeiro passo para garantir esse suporte financeiro.

Se o seu plano para este ano envolve entrar na universidade, entender as entrelinhas do financiamento pode ser a diferença entre realizar o sonho agora ou ter que adiar os planos por mais um tempo.

Como funcionam os juros e o pagamento

Uma das maiores dúvidas de quem busca o financiamento é sobre o custo final. Atualmente, o modelo mais procurado oferece juros zero para candidatos que possuem uma renda familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa. Isso significa que você devolve exatamente o que foi emprestado, com ajustes mínimos.

Durante o curso, o estudante paga apenas uma pequena taxa mensal referente a encargos operacionais e o seguro de vida obrigatório. Isso ajuda a manter o contrato ativo sem pesar no orçamento doméstico enquanto você ainda não tem o diploma em mãos.

O pagamento do saldo devedor começa assim que o beneficiário consegue um emprego formal após a formatura. As parcelas são descontadas diretamente na fonte, respeitando uma porcentagem da renda, o que garante que o pagamento nunca comprometa a sobrevivência da pessoa.

Critérios para participar da seleção

Para tentar o financiamento, não basta apenas querer; é preciso ter participado de qualquer edição do Enem a partir de 2010. O governo exige uma média mínima de 450 pontos nas provas objetivas e, o mais importante, não ter tirado zero na redação.

O processo seletivo é concorrido e utiliza as notas dos candidatos para preencher as vagas disponíveis em cada curso e instituição. Quanto maior a sua pontuação, maiores as chances de conseguir o contrato com a faculdade que você sempre quis.

Além da nota, o programa olha com atenção para o perfil socioeconômico. Candidatos que pertencem a famílias inscritas em programas sociais ou que cursaram o ensino médio em escolas públicas costumam ter prioridade na hora da distribuição dos recursos.

O que acontece se eu não estiver trabalhando após o curso

Uma preocupação comum é o medo de se formar e não conseguir um emprego de imediato. O programa prevê essa situação: se o recém-formado estiver desempregado, ele pagará apenas a parcela mínima mensal, sem sofrer penalidades graves.

Assim que a pessoa consegue uma ocupação, o sistema retoma as cobranças proporcionais ao novo salário. Essa flexibilidade é o que torna o financiamento uma opção segura, já que o pagamento se molda à realidade financeira real do profissional.

É fundamental manter os dados de contato e de renda sempre atualizados junto ao banco responsável pelo contrato. Isso evita que ocorram bloqueios ou problemas na renovação semestral do financiamento, o chamado aditamento, que é obrigatório para continuar estudando.

Dicas para escolher a instituição de ensino

Antes de assinar o contrato, pesquise bem a qualidade da faculdade. O financiamento é um investimento na sua carreira, e escolher uma instituição com boa nota no Ministério da Educação garante que seu diploma terá peso no mercado de trabalho.

Verifique se a faculdade pretendida participa do programa e se o curso escolhido tem vagas autorizadas para o financiamento. Nem todos os cursos de todas as instituições estão disponíveis, então essa consulta prévia no portal oficial economiza muito tempo e evita frustrações.

Lembre-se que o financiamento é um compromisso de longo prazo. Leia cada cláusula com atenção e tire todas as dúvidas com o setor financeiro da universidade. Com tudo esclarecido, o caminho para o sucesso profissional fica muito mais pavimentado e tranquilo.