Certidão de regularidade com o FGTS 2025: o que é, como emitir e por que ela é tão importante
Emitido exclusivamente pela Caixa Econômica Federal, o certificado tem validade nacional e deve ser renovado mensalmente
Estar em dia com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é mais do que uma exigência legal. A condição de regularidade permite que a empresa se relacione com entes públicos e instituições financeiras oficiais.
Para comprovar essa situação, a Caixa emite o Certificado de Regularidade do FGTS, conhecido pela sigla CRF. O documento tem validade de 30 dias corridos a partir da data de emissão e deve ser atualizado mensalmente. Ele pode ser consultado e baixado gratuitamente por meio do portal da Caixa.
A empresa precisa estar com os depósitos do FGTS em dia e os dados corretamente informados. Além disso, deve cumprir com o pagamento de contribuições sociais previstas por lei e quitar eventuais empréstimos com lastro no FGTS.

O que é o CRF e por que ele é exigido em licitações e financiamentos públicos
O Certificado de Regularidade do FGTS é o documento que comprova a adimplência da empresa com o fundo. A regularidade é verificada sob três aspectos: financeiro, cadastral e operacional.
Emitido exclusivamente pela Caixa (caixa.gov.br), o certificado é obrigatório para diversas atividades junto ao setor público. Entre elas, destacam-se a participação em licitações, a obtenção de financiamento e o acesso a subsídios governamentais.
Sem o CRF, a empresa fica impedida de pleitear crédito com recursos públicos. Também não pode alterar seu contrato social em cartório, tampouco encerrar formalmente suas atividades. A ausência do documento pode resultar ainda em bloqueios judiciais e restrições administrativas.
Mesmo empresas de pequeno porte ou optantes pelo Simples Nacional devem manter essa regularidade. A lei não estabelece exceções quanto ao porte empresarial ou ao regime tributário. Portanto, a obrigatoriedade atinge todos os empregadores com vínculo celetista vigente.
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Requisitos para obtenção do CRF e o que impede sua liberação automática
Para que a certidão esteja disponível para emissão imediata, é preciso que a empresa cumpra integralmente suas obrigações. Isso inclui o pagamento em dia das contribuições ao FGTS, de acordo com a legislação trabalhista em vigor.
Também é necessário manter atualizados os dados cadastrais da empresa junto aos sistemas do governo.
Além disso, o empregador deve quitar eventuais empréstimos contratados com recursos do FGTS. Esses empréstimos, muitas vezes usados para financiar habitação, são fiscalizados pela própria Caixa. Caso haja inadimplência, o sistema bloqueia automaticamente a emissão do CRF.
Quando há pendências, o sistema da Caixa orienta o empregador a procurar atendimento presencial. Somente após a regularização da situação é que o certificado poderá ser disponibilizado. O processo pode incluir parcelamento de débitos, atualização cadastral e envio de documentos comprobatórios.
Como consultar e emitir o certificado pela internet com segurança e agilidade
O processo de emissão do CRF é totalmente digital e pode ser feito em poucos minutos. A empresa deve acessar o portal oficial da Caixa Econômica Federal, na seção dedicada ao FGTS. Na aba “Consulta Regularidade do Empregador”, é preciso informar o número do CNPJ ou do CEI.
Dependendo do tipo de inscrição, o sistema pode exigir a seleção da unidade da federação correspondente.
Após preencher os dados e concluir a verificação de segurança, basta clicar no botão de consulta. Caso não haja pendências, o sistema gera imediatamente o Certificado de Regularidade com o FGTS. O documento pode ser salvo em formato PDF ou impresso diretamente pelo navegador.
A recomendação é que a empresa mantenha o CRF sempre atualizado, emitindo nova versão a cada 30 dias. Essa prática evita surpresas em processos licitatórios e garante agilidade em negociações com o setor público.
Manter o FGTS regularizado evita sanções e fortalece a imagem institucional da empresa
Empresas que mantêm o FGTS em dia demonstram compromisso com os direitos dos trabalhadores. Além de evitar multas e restrições, a regularidade transmite confiabilidade ao mercado. Isso vale tanto para parcerias comerciais quanto para a obtenção de crédito.
Órgãos públicos e instituições financeiras analisam o CRF antes de liberar contratos ou financiamentos. Portanto, manter-se regular é condição básica para expandir negócios e acessar novos mercados. Empresas inadimplentes, por outro lado, ficam limitadas e podem sofrer sanções administrativas.
O cumprimento das obrigações com o FGTS está previsto na Constituição Federal e em diversas leis trabalhistas. Por esse motivo, negligenciar essa responsabilidade pode resultar em processos judiciais e bloqueios fiscais.
A prevenção, nesse caso, é sempre mais vantajosa do que lidar com os custos de uma eventual regularização tardia.