Uso do FGTS para compra da casa própria sofre alterações importantes
O sonho da casa própria está mais próximo para quem possui saldo no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Mudanças recentes nas regras de utilização do FGTS permitem que o trabalhador use esse recurso de forma mais estratégica, seja para comprar um imóvel novo ou usado.
Uma das principais facilidades é a possibilidade de usar o saldo acumulado para diminuir o valor das prestações mensais em até 80%. Isso ajuda quem teve uma redução na renda familiar ou quer apenas ter mais folga no orçamento para outras despesas essenciais.
Além disso, o fundo pode ser usado para amortizar o saldo devedor, o que diminui o tempo total do financiamento. Usar o FGTS a cada dois anos para dar lances no valor da dívida é uma das estratégias mais inteligentes para se livrar dos juros bancários a longo prazo.
É importante destacar que o imóvel precisa estar dentro de certas faixas de valor estabelecidas pelo governo e o comprador não pode ter outro financiamento ativo no mesmo sistema. Conhecer essas travas evita frustrações no meio do processo de compra.
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Regras para o uso do fundo no financiamento
Para usar o FGTS, o trabalhador deve ter pelo menos três anos de trabalho sob o regime do fundo, mesmo que em empresas diferentes. Esse tempo acumulado é o que dá o direito de resgate para fins de moradia, um dos usos mais nobres do dinheiro guardado.
O imóvel deve ser obrigatoriamente urbano e destinado à residência do trabalhador. Não é permitido usar o FGTS para comprar imóveis comerciais ou terrenos sem construção iniciada. Além disso, a casa ou apartamento deve estar localizado na cidade onde você trabalha ou mora há pelo menos um ano.
Outro detalhe é que o imóvel não pode ter sido comprado com o uso do FGTS por outro proprietário nos últimos três anos. Essa regra existe para evitar a especulação imobiliária e garantir que o benefício social cumpra seu papel de ajudar quem realmente precisa de um teto.
Vantagens de amortizar a dívida com o FGTS
Muitas pessoas deixam o dinheiro parado no FGTS rendendo menos que outras aplicações. Ao usar esse saldo para quitar parte do financiamento, você está, na prática, “economizando” os juros altíssimos que o banco cobraria sobre aquele valor.
A amortização pode ser feita para reduzir o valor da parcela mensal, mantendo o prazo, ou para manter o valor da parcela e reduzir o número de meses restantes. Na maioria dos casos, reduzir o prazo é a opção que gera maior economia financeira total ao final do contrato.
O processo de solicitação é feito diretamente com o banco onde você tem o financiamento. Geralmente, basta apresentar o extrato do FGTS e assinar alguns documentos autorizando a movimentação. É uma operação segura e que traz um alívio imediato para o patrimônio da família.