Início da vacinação nacional contra a dengue pelo SUS marca fevereiro de 2026

Novo imunizante produzido pelo Instituto Butantan começa a ser aplicado em todo o país, reforçando a proteção contra as variantes da doença.

Fevereiro de 2026 começa com uma notícia histórica para a saúde pública brasileira. O Ministério da Saúde deu início à aplicação do primeiro imunizante nacional contra a dengue, desenvolvido pelo Instituto Butantan, em uma estratégia que promete mudar o cenário de combate à doença em todo o território nacional.

Até então, as campanhas dependiam exclusivamente de doses importadas e em quantidades limitadas, o que dificultava o atendimento de toda a população. Com a produção própria ganhando escala, o objetivo é garantir que mais pessoas tenham acesso à proteção de forma rápida e gratuita pelo SUS.

A vacina brasileira chega em um momento crucial, logo após o período de chuvas intensas que costuma favorecer a reprodução do mosquito transmissor. Estar protegido antes dos picos de contágio é a melhor forma de evitar casos graves e a sobrecarga dos hospitais nas grandes cidades.

Preparamos um guia com as principais informações sobre quem pode receber as doses agora e como o cronograma está sendo organizado para não deixar ninguém para trás.

Quem tem prioridade na vacinação em 2026

Nesta primeira fase da campanha nacional, o foco principal são as crianças e os adolescentes, que formam o grupo com maior risco de hospitalização por complicações da dengue. A faixa etária prioritária foi definida com base em estudos epidemiológicos recentes que mostram onde o vírus atua com mais agressividade.

Além dos jovens, profissionais de saúde e pessoas que vivem em áreas com histórico de alta transmissão também estão sendo convocados nos primeiros lotes. Essa priorização estratégica ajuda a criar um bloqueio inicial contra o avanço das subvariantes que circularam com força no último verão.

Idosos e pessoas com doenças crônicas devem aguardar as próximas etapas, conforme a produção no Butantan for entregando novos lotes ao governo federal. A expectativa é que, até o final do ano, a cobertura seja estendida para a maior parte da população adulta.

Como o imunizante do Butantan funciona

Diferente de algumas vacinas antigas que exigiam várias doses com intervalos longos, a nova vacina do Butantan foi desenvolvida para ser aplicada em dose única. Isso facilita muito a adesão da população, já que não é preciso voltar ao posto de saúde meses depois para completar o esquema.

A tecnologia utilizada protege contra os quatro sorotipos da dengue conhecidos, garantindo uma cobertura completa. Mesmo quem já teve a doença anteriormente pode e deve se vacinar, pois a infecção por um tipo de vírus não garante imunidade contra os outros três, e a segunda infecção costuma ser mais perigosa.

Os efeitos colaterais relatados nos testes foram leves, como dor no local da aplicação ou uma febre baixa passageira. É a ciência brasileira mostrando sua força e entregando uma solução segura e eficaz para um problema que atinge o país há décadas.

Onde encontrar as doses e documentos necessários

A vacinação está ocorrendo em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país. Para receber o imunizante, basta apresentar o cartão de vacinação e um documento de identidade ou o cartão do SUS. Quem já possui o cadastro digital no aplicativo oficial do governo também pode usar o QR Code para agilizar o atendimento.

É importante não deixar para a última hora, pois, embora a produção seja nacional, a distribuição acontece de forma escalonada por região. Consultar o site da prefeitura da sua cidade ajuda a saber o horário exato de funcionamento dos postos e se há algum esquema especial de mutirão nos finais de semana.

Mesmo com a vacina, o cuidado doméstico continua essencial. Eliminar focos de água parada em vasos de plantas, calhas e pneus é uma tarefa coletiva que complementa a proteção garantida pela imunização, mantendo o mosquito longe de nossas famílias.

Perspectivas para a erradicação da dengue

A meta do governo é que o Brasil se torne uma referência mundial no controle da dengue nos próximos anos. Com a vacina sendo produzida localmente, o custo por dose cai drasticamente, permitindo que o investimento público seja direcionado para outras áreas da saúde e prevenção.

Especialistas acreditam que, com uma cobertura vacinal acima de 80% nos grupos prioritários, o número de mortes pela doença pode cair para níveis próximos de zero. É uma vitória da pesquisa nacional que traz mais tranquilidade para o dia a dia de todos os brasileiros.

Acompanhar as atualizações do calendário de vacinação é o melhor jeito de exercer a cidadania e cuidar de quem amamos. O sucesso dessa campanha depende de cada um de nós indo ao posto e incentivando amigos e vizinhos a fazerem o mesmo.