Entenda como funciona o Fies e quais são os critérios para conseguir o financiamento
Saiba como o programa de financiamento estudantil ajuda a pagar a faculdade e o que é necessário para participar da seleção.
Conseguir uma vaga no ensino superior é o sonho de muita gente, mas nem sempre o orçamento mensal permite pagar as mensalidades de um curso privado. É nesse momento que o Fies se torna uma das opções mais buscadas pelos estudantes brasileiros.
Diferente de uma bolsa de estudos, o Fies funciona como um empréstimo. O governo paga as mensalidades para você agora, e você devolve esse valor após a formatura, com condições de pagamento que costumam ser mais suaves que as dos bancos comuns.
Muitas pessoas ainda ficam confusas sobre quem pode participar ou como funciona o pagamento da dívida depois. A verdade é que o programa passou por várias mudanças nos últimos anos para tentar se ajustar à realidade de quem precisa estudar.
O processo de seleção acontece duas vezes por ano, geralmente logo após a divulgação dos resultados do Sisu e do ProUni. Isso dá ao estudante várias chances de tentar entrar na faculdade, usando a nota do Enem como porta de entrada.
Entender as regras é fundamental para não perder os prazos ou descobrir, tarde demais, que não cumpre algum requisito básico. Vamos detalhar os pontos principais para que você saiba exatamente onde está pisando antes de assinar o contrato.
Quem tem direito a pedir o financiamento pelo Fies
O primeiro critério para entrar na disputa é ter participado de qualquer edição do Enem a partir de 2010. Não adianta apenas ter feito a prova; é preciso ter alcançado uma média mínima de 450 pontos e não ter zerado a redação.
Além da nota, existe um filtro social baseado na renda da família. O programa foca em candidatos que possuem renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa, o que garante o acesso para quem realmente não teria condições de pagar.
Vale lembrar que você não pode participar se já tiver um financiamento do Fies ativo ou se estiver com uma bolsa integral do ProUni. O sistema é feito para distribuir as oportunidades da forma mais justa possível entre quem ainda não tem curso superior.
Tudo sobre as principais oportunidades de estudo você acompanha aqui, com explicações simples para facilitar sua jornada acadêmica. Estar bem informado evita que você perca a chance de transformar sua carreira por falta de orientação.
As diferenças entre as modalidades de financiamento
Atualmente, o programa é dividido para atender diferentes perfis de público. A modalidade principal é o Fies estatal, que oferece juros zero para os estudantes que mais precisam, corrigindo o valor apenas pela inflação do período.
Existe também uma versão voltada para atender o desenvolvimento regional, muitas vezes chamada de P-Fies. Nessa categoria, os recursos vêm de bancos regionais ou fundos constitucionais, e as taxas de juros podem variar de acordo com a instituição financeira.
Na hora da inscrição, o sistema indica automaticamente em qual categoria você se encaixa com base nos dados de renda preenchidos. É um processo digital e intuitivo, mas que exige atenção redobrada no preenchimento das informações.
É importante frisar que, mesmo no modelo de juros zero, o estudante precisa pagar mensalmente um valor referente aos encargos operacionais do contrato e ao seguro de vida obrigatório, que costumam ser taxas pequenas.
Como funciona o pagamento da dívida após a formatura
Uma das maiores dúvidas é sobre o momento de começar a pagar o curso. O período de carência, que antigamente era bem longo, mudou. Agora, o pagamento das parcelas começa logo no mês seguinte após a conclusão da graduação.
O valor das parcelas é calculado de acordo com a renda do recém-formado. Se você sair da faculdade já com um emprego com carteira assinada, as parcelas são descontadas diretamente da sua folha de pagamento, respeitando um limite para não comprometer seu sustento.
Caso o formado ainda não tenha uma fonte de renda no momento da conclusão, ele passa a pagar apenas o valor mínimo estabelecido em contrato. Isso dá uma segurança para que ninguém fique sufocado financeiramente logo no início da vida profissional.
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O passo a passo para não errar na inscrição
Tudo começa no portal oficial do programa durante o período de inscrições abertas. Lá, você escolhe até três opções de cursos em instituições que tenham vagas disponíveis para o financiamento naquela edição.
Durante os dias de inscrição, as notas de corte mudam conforme novos candidatos entram na disputa. É o mesmo ritmo do Sisu: você precisa monitorar sua posição diariamente para decidir se mantém a escolha ou se muda para um curso onde tenha mais chance.
Se você for pré-selecionado, o trabalho não acaba aí. É preciso ir até a faculdade validar suas informações e, depois, comparecer ao banco escolhido para formalizar a contratação do financiamento com todos os documentos em mãos.
Fique atento aos prazos de cada etapa, pois eles são curtos e rígidos. Ter a documentação organizada com antecedência, como comprovantes de renda e residência de toda a família, é o segredo para uma contratação sem estresse.