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O açúcar zero caloria da Nasa que nunca chegou ao mercado

Janaína Silva Por Janaína Silva
11/09/2025 - 18:49

Criado nos anos 1960, o açúcar-L tinha o mesmo sabor do comum, mas não era metabolizado pelo corpo humano

Um simples bolo de chocolate pode carregar mais de mil calorias apenas pelo açúcar usado na receita. O curioso é que, há mais de meio século, cientistas já tinham criado um tipo de açúcar com o mesmo sabor e aparência do tradicional, mas totalmente livre de calorias.

Essa inovação nasceu dentro de um contexto inesperado: as missões da Nasa em busca de vida em Marte. O que parecia apenas uma pesquisa espacial acabou revelando um composto capaz de adoçar como o açúcar que usamos no dia a dia, só que sem ser metabolizado pelo corpo humano.

A descoberta animou cientistas e chegou a ganhar testes sensoriais com voluntários, que não conseguiam diferenciar o açúcar comum da versão criada em laboratório. Ainda assim, o projeto nunca avançou para as prateleiras dos mercados.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. Entenda como surgiu o chamado açúcar-L e por que ele não chegou ao consumo popular.

O segredo por trás das moléculas

Quem já olhou para as próprias mãos percebeu que elas são iguais, mas espelhadas. Essa é a ideia da quiralidade, conceito importante para a química. Açúcares também podem existir nessas duas formas: a “mão direita”, chamada de açúcar-D, e a “mão esquerda”, conhecida como açúcar-L.

Na Terra, todos os açúcares produzidos pelas plantas são do tipo D, e é apenas esse formato que o corpo humano consegue metabolizar. O açúcar-L, ao contrário, não gera energia porque nossas enzimas não conseguem quebrá-lo.

De Marte para a cozinha

Nos anos 1960, o engenheiro Gilbert V. Levin liderava experimentos financiados pela Nasa para investigar possíveis formas de vida em Marte, dentro das missões Viking 1 e 2. A hipótese era simples: se existissem microrganismos por lá, talvez eles consumissem açúcares de configuração diferente dos nossos — incluindo o tipo L.

Para isso, Levin e sua equipe sintetizaram versões de ambos os açúcares em laboratório. Os testes buscavam detectar metabólitos resultantes desse consumo, o que indicaria vida marciana. Apesar de resultados iniciais sugerirem uma possível presença de organismos, análises posteriores apontaram que o experimento havia sido influenciado por substâncias químicas no solo do planeta vermelho.

Mesmo assim, um detalhe chamou atenção: o açúcar-L produzido em laboratório tinha o mesmo sabor e aparência do açúcar normal.

O açúcar sem calorias

Com a descoberta em mãos, Levin fundou uma empresa para explorar o potencial de mercado do açúcar-L. Consumidores convidados a testar a novidade confirmaram que não conseguiam distingui-lo do açúcar comum.

A grande diferença estava no valor calórico: como o corpo humano não metaboliza o açúcar-L, ele fornecia doce sem acrescentar energia extra. Era, na prática, um adoçante perfeito — natural, idêntico ao açúcar original e com zero caloria.

O obstáculo da produção

O entusiasmo inicial, no entanto, esbarrou em um problema técnico. A fabricação do açúcar-L era extremamente cara, inviabilizando a comercialização em larga escala. Levin ainda tentou criar versões alternativas, como frutose-L e gulose-L, mas os custos continuavam altos.

A versão “canhota” do açúcar nunca chegou ao mercado. Porém, as pesquisas abriram caminho para outras descobertas. Um exemplo foi a tagatose-D, adoçante natural encontrado em pequenas quantidades e quimicamente parecido com a frutose-L.

Adoçantes que surgiram depois

A tagatose mostrou-se promissora: é 92% tão doce quanto o açúcar que usamos no café, mas com apenas 38% das calorias. Em 1988, a empresa de Levin registrou uma patente de produção em escala, que tornou o processo mais viável financeiramente.

Mesmo considerada segura para consumo pela FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, a tagatose ainda não tem liberação da Anvisa no Brasil. Assim, por aqui, seguimos dependentes de opções artificiais e naturais já conhecidas, como sucralose, estévia e xilitol.

O caso mostra como avanços pensados para a ciência espacial podem acabar ajudando em áreas bem mais próximas da nossa rotina. Talvez um dia esse tipo de adoçante também chegue até a mesa dos brasileiros.

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