Crédito Consignado privado: entenda as regras e como solicitar

Empréstimo com desconto em folha agora pode ser feito sem aval da empresa. Veja o que muda com o novo consignado privado.

A partir de agora, trabalhadores da iniciativa privada podem contratar empréstimo consignado mesmo sem convênio entre a empresa e a instituição financeira.

Essa mudança amplia o acesso ao crédito e dá mais autonomia ao trabalhador com carteira assinada. Antes, a contratação desse tipo de empréstimo dependia de um acordo entre a empresa e o banco. Com as novas regras, isso não será mais necessário.

A nova modalidade está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Por lá, o próprio trabalhador pode consultar ofertas, comparar taxas e contratar o crédito que melhor se encaixa em seu orçamento.

Crédito Consignado.
Trabalhadores com carteira assinada ganham nova opção de crédito. Saiba como funciona a contratação sem convênio pelo aplicativo. (Foto: Jeane de Oliveira / pronatec.pro.br).

Como funciona o novo crédito consignado sem convênio?

O novo modelo de empréstimo recebeu o nome de Crédito do Trabalhador. Ele permite que pessoas com carteira assinada solicitem crédito de forma direta, sem que a empresa tenha qualquer envolvimento no processo.

A saber, a contratação começa no app da Carteira de Trabalho Digital e segue de forma simples e sem burocracia.

As ofertas aparecerão por meio de um sistema de leilão. Cada banco cadastrado poderá enviar sua proposta. O trabalhador, então, escolhe aquela com as melhores condições. Essa competição entre as instituições pode ajudar a reduzir os juros cobrados, tornando o crédito mais acessível.

Para participar, o trabalhador precisa cumprir alguns critérios. Entre eles, é necessário ter vínculo de emprego ativo, margem consignável disponível e ter recebido salário no mês anterior ao pedido.

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Quais são as vantagens que o novo formato oferece ao trabalhador?

Além da liberdade para escolher o banco, a nova modalidade traz outras vantagens. O desconto das parcelas acontece direto na folha de pagamento, o que reduz o risco de atraso. Com isso, os bancos conseguem oferecer taxas menores em comparação a outros tipos de empréstimo.

O valor das parcelas pode comprometer até 35% do salário líquido. Esse limite, conhecido como margem consignável, ajuda o trabalhador a manter o controle dos gastos mensais.

O prazo para pagamento também é amplo, podendo chegar a 96 meses, ou seja, oito anos. No entanto, é preciso verificar as condições de cada banco, já que podem variar.

FGTS como garantia entra em pauta a partir de junho

Além do desconto em folha, a nova regra prevê outras garantias. O trabalhador poderá usar até 10% do saldo do FGTS, além de 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa. Essa possibilidade aumenta a segurança do banco, o que pode resultar em taxas ainda mais atrativas.

Contudo, essas garantias ainda dependem de regulamentação. Segundo o governo, as regras detalhadas devem sair em junho deste ano. Até lá, o uso do FGTS como garantia não estará disponível.

Passo a passo para contratar o novo crédito consignado

A contratação começa no dia 21 de março e acontece diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Para fazer a simulação, o trabalhador informa o valor desejado, seleciona o empregador como fonte pagadora e define o número de parcelas.

Em seguida, o sistema exibe uma simulação baseada nas taxas médias informadas pelo Banco Central. Com base nessa simulação, o trabalhador envia um pedido para receber propostas personalizadas das instituições financeiras. Logo após receber as ofertas, basta comparar as condições e escolher a que for mais vantajosa.

Ao selecionar uma proposta, o trabalhador será redirecionado para o site do banco escolhido, onde finaliza o processo. A Dataprev faz a validação e, logo em seguida, o valor do crédito será liberado.

Outras datas importantes no calendário do crédito consignado

Em resumo, quem já possui empréstimo consignado privado poderá migrar para o novo formato a partir de 25 de abril. Já a portabilidade entre bancos, ou seja, a possibilidade de transferir a dívida para outra instituição com juros menores, começa no dia 6 de junho.