Ser MEI realmente vale a pena? Descubra como funciona e todos os benefícios que você pode ter

Quem trabalha por conta própria pode se formalizar como MEI e ter direitos como aposentadoria e auxílio-doença. Veja como funciona e se vale a pena.

No Brasil, muitas pessoas trabalham por conta própria e buscam formas de se formalizar. Para isso, existe o Microempreendedor Individual (MEI), um modelo que facilita a regularização de pequenos negócios.

Em síntese, esse regime permite que o trabalhador tenha um CNPJ, pague impostos reduzidos e tenha acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença.

Atualmente, segundo o Ministério da Economia, mais de 14 milhões de brasileiros são MEIs, representando cerca de 70% das empresas ativas no país. Isso mostra o quanto essa categoria tem se tornado uma escolha popular entre os empreendedores.

Mas afinal, quem pode ser MEI e como funciona esse regime?

MEI.
O MEI permite que pequenos empreendedores tenham CNPJ, paguem impostos reduzidos e acessem benefícios. Entenda as regras e veja como se cadastrar. (Foto: Jeane de Oliveira / pronatec.pro.br).

O que é MEI?

Em suma, o Microempreendedor Individual é a pessoa que trabalha sozinha ou tem, no máximo, um funcionário. Assim sendo, ele pode atuar em diversas áreas, como comércio, serviços e indústria. Para se enquadrar nessa categoria, é necessário atender a alguns critérios.

Um dos principais requisitos é o limite de faturamento, que deve ser de até R$ 81 mil por ano. Se o registro for feito no meio do ano, o valor será proporcional.

Por exemplo, se alguém se formalizar em julho, o faturamento máximo permitido será de R$ 6.750,00 por mês de atividade.

Além disso, o MEI não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa. Algumas profissões também não podem se enquadrar nesse regime, por isso, é sempre importante conferir a lista oficial de atividades permitidas.

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Quais são os benefícios de ser MEI?

A saber, ao se tornar MEI e manter os pagamentos em dia, o empreendedor tem direito a várias vantagens, como:

  • Aposentadoria
  • Auxílio-doença e afastamento por problemas de saúde
  • Salário-maternidade
  • Isenção de impostos federais, como IRPJ, PIS, Cofins, IPI e CSLL
  • Acesso a linhas de crédito para empresas
  • Conta bancária para pessoa jurídica

O pagamento dos impostos do MEI é feito por meio da DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que tem um valor fixo e acessível. Esse pagamento garante a contribuição para a Previdência Social e mantém os direitos ativos.

Como abrir um MEI?

O processo de formalização é simples e gratuito. Tudo pode ser feito pelo site oficial do Governo Federal (https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor/quero-ser-mei). Basta criar uma conta, preencher os dados e escolher a atividade que deseja exercer.

Em poucos minutos, o CNPJ fica disponível e o novo empreendedor já pode emitir notas fiscais e operar de forma regular.

É importante lembrar que, além do pagamento mensal, o MEI precisa enviar uma declaração anual de faturamento. Quem ultrapassa o limite permitido precisa migrar para outro regime tributário, como o Simples Nacional.

Acompanhamento e gestão para MEIs

Mesmo sendo um regime simplificado, o controle financeiro é essencial para manter o negócio funcionando corretamente. Muitas plataformas oferecem serviços que ajudam a gerenciar impostos, faturamento e obrigações fiscais.

Caso tenha dúvidas ou precise de suporte para entender melhor a sua situação, é possível contar com sistemas de gestão especializados.

Algumas ferramentas permitem testar os serviços gratuitamente por alguns dias, facilitando o acompanhamento dos impostos e obrigações.

Por fim, formalizar um pequeno negócio pode trazer mais segurança e oportunidades. O MEI permite que o trabalhador autônomo tenha acesso a benefícios e se torne mais competitivo no mercado.