ALERTA à saúde: remédio MAIS consumido pelos brasileiros é PROIBIDO em diversos países

É importante seguir algumas diretrizes e precauções ao usar medicamentos sem prescrição.

Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, a regulamentação de medicamentos é rigorosamente gerenciada para proteger a saúde pública. Antes de um medicamento ser aprovado para uso nos Estados Unidos, por exemplo, ele passa por extensos ensaios clínicos que avaliam a sua segurança e real eficácia. Quem comanda esses testes é a FDA (Food and Drug Administration). Na Europa, a agência responsável pelo mesmo trabalho de autorização e comercialização é a EMA (European Medicines Agency).

Muito popular no Brasil, a Dipirona é mal vista no exterior. (Foto: divulgação)

Popular e perigoso

Um dos remédios mais vendidos no Brasil para alívio de dores e febre, a Dipirona, é proibida em diversos países há décadas. No nosso país, no ano passado, foram comercializadas cerca de 215 milhões de doses do medicamento. E nós sabemos que a venda e uso do mesmo é feito de maneira bem liberal no Brasil. Sem necessidade de receita e com muita automedicação, por ser considerado um “remedinho leve” e habitual nos lares brasileiros.

Entenda

Uma condição médica grave vem sendo associada ao uso da dipirona há décadas em outros países. A agranulocitose. Mas o que é, de fato, isso? Ela se caracteriza pela diminuição do número de granulócitos, um tipo de glóbulo branco importante para que o sistema imunológico se defenda. Essas células são responsáveis por combater infecções, e quando sua contagem diminui de forma drástica, a pessoa fica mais vulnerável a doenças.

Compreende-se que, quando associados, uma reação adversa muito rara e perigosa pode ocorrer. Ainda não se sabe a razão pela qual algumas pessoas apresentam a reação, enquanto outras passam pela experiência com os compostos da dipirona sem nenhum problema. A reação geralmente ocorre dentro de algumas semanas após o uso do medicamento. O paciente costuma apresentar febre, úlceras na boca, dor de garganta e infecções graves.

Para combater a doença são administrados estimulantes que produzem glóbulos brancos ou tratamentos para a infecção. Tudo isso aliado a proteger e cuidar para que se evite exposição do paciente que já ele se encontra com suas “paredes de defesa” comprometidas.

Veja também: Como faço para conseguir remédios GRATUITOS através da Farmácia Popular? Confira!

Diagnóstico

O diagnóstico inicial da agranulocitose é feito pelo hematologista (profissional dedicado ao estudo, diagnóstico e tratamento de distúrbios do sangue e dos órgãos relacionados) levando em consideração os sintomas apresentados pela pessoa e o resultado do hemograma, onde é avaliado o nível dos leucócitos granulócitos, que nesse caso está abaixo de 500 células por mm3 de sangue, podendo em alguns casos ser 0 células por mm3 de sangue.

Além disso, o médico pode solicitar exames auxiliares para entender melhor por que a agranulocitose está acontecendo e garantir que não haja outros problemas associados. Um desses exames pode ser o mielograma, que é usado para avaliar como a medula óssea está funcionando. No caso da agranulocitose, o mielograma pode revelar células que não estão se desenvolvendo como deveriam, mostrando que a maturação delas foi interrompida. Isso ajuda o médico a ter uma visão mais clara da condição e a tomar decisões sobre o tratamento.

Veja também: Planos de saúde estão sendo REFORMADOS: o que muda para VOCÊ?