Estudo diz que o número de vezes que você vai ao banheiro pode indicar uma DOENÇA inacreditável

Um estudo apresentado relaciona a frequência de idas ao banheiro, incluindo constipação a cada três dias e evacuações frequentes, com um risco aumentado de demência.

A frequência com que vamos ao banheiro é algo que revela muito sobre a nossa saúde. Mesmo assim, geralmente, não nos damos conta, até que se torna um problema. 

A necessidade excessiva ou até mesmo a constipação pode ser um sinal de alerta para diversas condições de saúde que já são conhecidas das pessoas. 

Contudo, um novo estudo sugere que existe uma relação com a frequência que vamos ao banheiro com o Alzheimer. Continue lendo esta matéria para entender melhor o assunto. 

Estudo diz que o número de vezes que você vai ao banheiro pode indicar uma DOENÇA inacreditável
Novo estudo revela doença por trás de idas ao banheiro – Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

A frequência de idas ao banheiro e sua conexão com o Alzheimer

Um estudo recente apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer trouxe à tona uma correlação surpreendente entre a frequência de idas ao banheiro e o risco de desenvolver Alzheimer. 

De acordo com a pesquisa, tanto a constipação, especificamente ocorrendo a cada três dias, quanto um número excessivo de evacuações diárias, podem ser indicativos de um risco aumentado para a demência. 

Este estudo destaca a constipação crônica e a evacuação frequente como fatores que merecem atenção, relacionando-os a um declínio cognitivo equivalente a três anos de envelhecimento.

A constipação intestinal é caracterizada por evacuações difíceis ou infrequentes, fezes duras, ou a sensação de esvaziamento incompleto após a defecação. 

Por outro lado, o estudo também observou um risco elevado de demência em pessoas que vão ao banheiro mais de duas vezes por dia. A pesquisa aponta para uma conexão entre a saúde gastrointestinal e a cognitiva. 

Entendendo o estudo

Ela sugere que alterações na flora intestinal, especificamente a diminuição de bactérias produtoras de ácido graxo butirato e de fibras alimentares, podem estar ligadas tanto à constipação quanto ao declínio cognitivo.

Diante dessas descobertas, os especialistas recomendam que mudanças na frequência de idas ao banheiro sejam investigadas, pois podem ser sintomas precoces de condições neurológicas sérias, como o Alzheimer.

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Alzheimer: um desafio à memória

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória, mas também outras funções cognitivas como linguagem, pensamento e comportamento. 

É a forma mais comum de demência e, embora não tenha cura, existem formas de retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A doença se caracteriza pelo acúmulo de placas amiloides e proteínas tau no cérebro, levando à perda de neurônios e conexões neurais. 

Os sintomas geralmente começam de forma gradual e leve, com perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras e realizar tarefas cotidianas, como ir ao banheiro.

Com o tempo, a doença progride e os sintomas se tornam mais graves, podendo levar à perda total da autonomia e dependência total de cuidados.

O diagnóstico do Alzheimer é feito por um médico, com base no histórico do paciente, exames físicos e neurológicos e testes de imagem e cognitivos. 

Ainda não há cura para a doença, mas existem medicamentos que podem ajudar a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O tratamento do Alzheimer também inclui medidas não farmacológicas como terapia ocupacional, fisioterapia e atividades que estimulam o cérebro. 

O apoio familiar e social é fundamental para o cuidado dos pacientes com Alzheimer, pois a doença pode ter um impacto significativo na vida de toda a família.

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