MEC dá recado importantíssimo para quem vai fazer o Enem em 2023

Se você vai fazer o Enem em 2023, é importante ficar atento ao recado que o Ministério da Educação acaba de mandar para os estudantes!

Recado sobre o Enem 2023 acaba de ser divulgado pelo Ministério da Educação! É isso mesmo: em uma entrevista ao site UOL, publicada na última quarta-feira (2 de agosto), Camilo Santana fez uma atualização crucial sobre as provas do Exame Nacional do Ensino Médio. Nesse sentido, se você vai prestar a prova neste ano, vale a pena ficar atento à mensagem para não perder tempo na hora de estudar.

Atualmente, o Enem é o principal exame educacional da sociedade brasileira. Ao participar da prova, estudantes do Brasil inteiro podem ingressar no Ensino Superior com a inscrição em programas sociais como o Universidade para Todos (ProUni), o Sistema de Seleção Unificada (SiSu) e o Fundo de Financiamento da Educação Superior (Fies). Com isso em mente, veja abaixo tudo que você precisa saber sobre o recado do MEC para quem vai fazer o Enem em 2023!

Confira o recado do MEC para quem vai fazer o Enem em 2023! Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br
Confira o recado do MEC para quem vai fazer o Enem em 2023! Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

Quando será realizado o Enem 2023?

Em primeiro lugar, antes de falar sobre o recado do MEC para quem vai prestar o Enem 2023, devemos traçar um panorama mais completo sobre a aplicação da prova e os conteúdos que são cobrados no exame.

Neste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio será realizado em dois domingos, nos dias 5 e 12 de novembro (em todas as regiões do país).

No primeiro dia da avaliação, os estudantes farão provas de Ciências Humanas (com 45 questões de geografia, história, filosofia e sociologia) e Linguagens e Códigos (com 45 questões de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira) – além da Redação.

Já no segundo dia, os alunos terão exames de Ciências da Natureza (com 45 questões de biologia, química e física) e Matemática (com 45 questões aritméticas).

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Quantas pessoas vão fazer o Enem em 2023?

De acordo com uma nota oficial do Ministério da Educação, compartilhada pelo site do Governo Federal, 3,9 milhões de pessoas devem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio em 2023.

“A maior parte dos participantes tem 17 anos de idade (21,5%), seguida de perto pela faixa etária que vai de 21 a 30 (20,8%) e pelo grupo que possui 18 anos (20,8%). Os inscritos com 16 ou menos correspondem a 10,6%. Já quem tem 19 representa 10,2%. As pessoas de 31 a 59 anos são 9,4%. A faixa de 20 anos concentra 6,4% do total e os sexagenários, 0,3%”, completa a nota oficial do MEC.

De antemão, vale lembrar que os treineiros (estudantes que fazem o Enem antes do segundo ano do Ensino Médio) não podem se inscrever no SiSu, no Fies e no ProUni.

MEC dá recado crucial sobre o Enem 2023

Na última quarta-feira (2 de agosto), Camilo Santana, o ministro da Educação, deu uma entrevista ao site UOL Educação. No papo com a imprensa, o político discorreu sobre alguns dos principais objetivos da pasta.

Em meio à entrevista, Santana também deu um recado importantíssimo para quem vai prestar o Enem em 2023. De acordo com o ministro, os estudantes do Brasil inteiro podem respirar aliviados: o Exame Nacional do Ensino Médio, apesar do que indicam algumas notícias falsas que correm nas redes sociais, não será alterado neste ano.

Com a implementação do Novo Ensino Médio, muitos estudantes passaram a temer a possibilidade de o Enem 2023 ter sido elaborado com base nos novos conteúdos.

Felizmente, segundo o ministro da Educação, isso não deve acontecer – pelo menos, não no exame deste ano, e nem mesmo na prova do ano que vem.

MEC admite erros em recado sobre o Enem 2023

No recado sobre o Enem 2023, o representante do Ministério da Educação também admite que o Novo Ensino Médio foi implementado de maneira “problemática”, e que até a realização de um estudo mais amplo sobre a medida, o Exame Nacional do Ensino Médio deve continuar como está.

“A gente reconhece a necessidade de fazer correções. A forma que essa proposta foi implementada foi equivocada. Não houve diálogo, preparação e formação de professores, não houve investimento em infraestrutura, e isso gerou uma desigualdade entre escolas”, disse o ministro.

Anteriormente, em abril deste ano, o Ministério da Educação já havia aberto uma consulta pública para entender melhor a opinião dos brasileiros sobre o Novo Ensino Médio.

Nesse sentido, de acordo com Camilo Santana, o novo modelo de educação deve passar por uma espécie de “reforma” após a conclusão das análises iniciais.

“Cometemos um erro — e quando falo isso me refiro ao Brasil — ao tirar a carga horária da base comum curricular, que é importante para os jovens do Ensino Médio”, completou Santana.

Ministro da Educação discute a reforma do Ensino Médio

Além de mandar este importante recado para os estudantes que vão fazer o Enem em 2023, o ministro da Educação deixou bem claro que a reforma do Novo Ensino Médio não será realizada por “questões ideológicas”.

“Na Educação nós não podemos fazer mudança por pressão ou por questões ideológicas. Precisamos ter responsabilidade porque (o Novo Ensino Médio) já era algo que estava em implementação, para não trazer mais prejuízo para o jovem brasileiro. Educação não se faz com imediatismo, com decisões precipitadas”, disse o ministro.

Desde já, devemos lembrar que o Novo Ensino Médio foi uma medida criada, inicialmente, durante o governo de Michel Temer. Sua implementação real começou a acontecer nos últimos 4 anos, em meio à administração de Jair Bolsonaro.

Na época, o Novo Ensino Médio causou muita polêmica, sofrendo críticas contundentes de organizações de representação estudantil, sindicatos da comunidade docente e especialistas em educação.

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Além do recado sobre o Enem 2023, MEC tem boa novidade

Por fim, o ministro da Educação falou também sobre a criação de um novo programa social com o objetivo de evitar a evasão escolar e incentivar a permanência dos alunos nas escolas.

“Nós estamos desenhando uma proposta para estimular que o jovem permaneça na escola, inclusive pensando até no apoio financeiro para isso, uma espécie de poupança para o jovem. São algumas coisas que nós estamos desenhando que vão além de uma estratégia curricular”, explicou Camilo Santana.

Mais detalhes sobre esta medida, conforme a proposta do Ministério da Educação, devem ser divulgados nos próximos meses. Fique de olho!