Medida deve deixar a gasolina MAIS CARA em 2023: qual será o valor?

Motoristas estão preocupados com o preço nas bombas; decisão coube ao Supremo Tribunal Federal

Neste ano de 2022, muito se sofreu por conta dos preços de uma gasolina mais cara. Sem dúvida, o aumento nas tarifas dos combustíveis gerou um cenário econômico caótico para a grande maioria dos brasileiros. E após um período de queda, tudo indica que haverão novos reajustes. Entenda o que está acontecendo em nossa matéria abaixo.

gasolina mais cara
Entenda como a gasolina pode ficar mais cara em 2023 – Imagem: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

Gasolina pode ficar mais cara em 2023

Como todos notaram, este ano foi um turbilhão de emoções. Desde a flexibilização das regras sanitárias em relação à pandemia de Covid-19 à eleição presidencial, 2022 passou por uma descarga de situações que deixaram os brasileiros apreensivos.

Primeiramente sobre as eleições, o presidente Jair Bolsonaro havia conseguido um bloqueio da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que garantiu que o preço dos combustíveis parasse de subir. Promulgado semanas antes do pleito, esse impedimento de 17% e 18% visava ajudar o político a garantir sua reeleição.

Porém, além de não ter adiantado, visto que perdeu as eleições para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialistas econômicos e analistas políticos já alertavam sobre os reajustes em massa que viriam logo após. E tudo indica que 2023, os combustíveis, sobretudo a gasolina, terão um aumento substancial em 2023.

Isto porque o Supremo Tribunal Federal (STF), homologou um acordo para acabar com o bloqueio da alíquota do ICMS o que, em suma, deve estabelecer os valores nos postos de combustíveis. O Poder Judiciário entendeu ainda que ao congelar os preços por conta de uma medida eleitoreira, houve grandes rombos nos cofres dos estados.

Veja também: Preço de COMBUSTÍVEIS vai mudar a partir de janeiro? Entenda!

Ministros não veem gasolina como item essencial

A princípio, os ministros do STF não enxergam a gasolina como um item essencial para a população e essa justificativa foi usada para a exclusão do teto do imposto para o combustível. Com isso, a elevação dos custos para os consumidores vai acontecer por conta dos ajustes que os estados irão fazer na alíquota do ICMS para a recuperação de perdas na receita.

Todavia, insumos como o diesel, gás natural e gás de cozinha continuam sendo importantes para os brasileiros e tal decisão pode afetar ainda o mercado de etanol hidratado, principal concorrente do combustível fóssil mas que tem a vantagem tributária no ICMS.

A notícia vem num momento onde a gasolina vinha tendo quedas de 0,40% na última semana, com o litro saindo de R$ 5,03 para R$ 5,01 em números apurados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

No entanto, esse preço não fez diferença na renda dos motoristas, que ainda torcem por quedas mais contundentes. Principalmente após a Petrobras reduzir em 6,1% o preço do combustível vendido para as distribuidoras do país na última semana passada. Assim sendo, a expectativa era desse reajuste também chegar ao consumidor final.

Por fim, a gasolina segue alta em grande parte do país com o Rio Grande do Norte vendendo o litro a R$ 5,45, seguido pelo Acre a R$ 5,42 e Piauí a R$ 5,34. Entre as principais capitais brasileiras, o preço médio mais elevado foi encontrado em Natal pelo valor de R$ 5,46.

Veja também: Brasileiros estão CHOCADOS com novo preço da gasolina; saiba quanto está o combustível