Descubra como uma dívida de R$ 1 milhão no banco foi quitada com apenas R$ 250

Uma dívida descomunal e uma negociação inimaginável: Como Pamella Silva saiu de uma dívida de quase R$ 1 milhão para zero com apenas R$ 250.

Em um relato surpreendente de superação financeira, Pamella Silva, uma analista de folha de pagamento de 27 anos, viu sua dívida de R$ 83 mil no cartão de crédito transformar-se em quase R$ 1 milhão em menos de três anos devido aos altos juros.

Contudo, o desfecho desta história é nada menos que extraordinário: após negociações, ela conseguiu quitar o montante devido com apenas R$ 250.

Descubra como uma dívida de R$ 1 milhão no banco foi quitada com apenas R$ 250
Veja como uma dívida diminuiu tanto. Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

História da Pamella Silva

A história de Pamella Silva é um exemplo notável de superação de uma situação financeira desafiadora.

Aos 27 anos, trabalhando como analista de folha de pagamento, Pamella se viu em uma situação complicada ao acumular uma dívida de R$ 83 mil no cartão de crédito, a qual, devido aos juros altos, escalou para quase R$ 1 milhão em menos de três anos.

A origem dessa dívida estava em uma série de despesas custeadas a pedido do então namorado, em um contexto de violência patrimonial e psicológica.

Com o fim do relacionamento, a responsabilidade da dívida recaiu totalmente sobre Pamella. O impacto emocional e financeiro foi tão severo que ela perdeu o emprego e, sem fonte de renda, não conseguiu arcar com as faturas, fazendo com que a dívida crescesse exponencialmente.

Quando Pamella voltou a trabalhar, descobriu que a dívida tinha aumentado em 800%, totalizando R$ 893 mil, e pouco depois, atingiu a marca de R$ 960,4 mil, sendo que apenas os juros de atraso representavam uma quantia significativa.

Após várias tentativas frustradas de renegociação, onde os descontos oferecidos ainda resultavam em valores fora de sua capacidade de pagamento, o desfecho chegou de forma surpreendente.

O Nubank entrou em contato com Pamella oferecendo uma proposta de quitação da dívida por apenas R$ 250, um desconto que reduziu o montante devido em cerca de 98%.

Esta oferta veio após Pamella ter expressado sua insatisfação e dificuldades em plataformas de defesa do consumidor como o “Reclame Aqui”.

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Como renegociar uma dívida no cartão de crédito com juros altos?

Renegociar uma dívida no cartão de crédito, especialmente quando ela está acumulando juros altos, requer uma abordagem estratégica e informada. Aqui estão algumas etapas e dicas para ajudar nesse processo:

1. Avalie sua Situação Financeira

Antes de qualquer coisa, entenda claramente quanto você deve, para quem deve, e qual parte da sua renda você pode realisticamente comprometer para o pagamento da dívida. Isso ajudará a definir uma proposta de pagamento viável.

2. Entre em Contato com a Instituição Financeira

Não espere a situação se agravar. Entre em contato com o banco ou a instituição financeira emissora do cartão de crédito para discutir sua situação. Seja honesto sobre sua capacidade de pagamento e mostre-se disposto a encontrar uma solução.

3. Solicite Redução dos Juros

Negocie uma taxa de juros mais baixa. Em muitos casos, as instituições estão dispostas a reduzir os juros para garantir que pelo menos uma parte da dívida seja paga.

4. Peça um Plano de Pagamento

Solicite a reestruturação da sua dívida em um plano de pagamento que se encaixe no seu orçamento. Isso pode incluir a extensão do prazo de pagamento, a redução do valor das parcelas ou até mesmo uma pausa temporária nos pagamentos.

5. Considere a Consolidação da Dívida

Se você tiver múltiplas dívidas com juros altos, pode ser vantajoso consolidá-las em um único empréstimo com uma taxa de juros mais baixa.

6. Explore Programas de Auxílio

Alguns bancos oferecem programas de auxílio para clientes em dificuldades financeiras. Informe-se sobre essas opções.

7. Documente Tudo

Mantenha um registro de todas as comunicações com a instituição financeira, incluindo datas, nomes de quem te atendeu e detalhes do que foi discutido e acordado.

8. Considere Ajuda Profissional

Se você se sentir sobrecarregado, pode ser útil buscar o auxílio de um advogado especializado em direito do consumidor ou de uma empresa de aconselhamento de crédito.

9. Não Ignore o Problema

Ignorar a dívida só fará com que ela aumente ainda mais devido aos juros e encargos por atraso.

10. Monitore Seu Progresso

Depois de conseguir renegociar sua dívida, é crucial monitorar seu progresso em direção ao pagamento dela. Revise regularmente seu orçamento e ajuste-o conforme necessário para garantir que você mantenha seus pagamentos em dia.

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Quais são os direitos do consumidor em dívidas de cartão de crédito?

Os consumidores possuem diversos direitos quando enfrentam dívidas de cartão de crédito, garantidos principalmente pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) no Brasil.

Primeiramente, eles têm o direito à informação clara e precisa sobre todas as taxas, juros, encargos, multas e condições de pagamento de suas dívidas. Isso inclui receber extratos detalhados que permitam o acompanhamento da evolução da dívida.

Os consumidores também têm o direito de negociar a dívida diretamente com a instituição financeira, podendo solicitar planos de pagamento mais viáveis, redução ou isenção de juros e multas, especialmente se comprovarem dificuldades financeiras.

Em casos de cobranças indevidas, têm o direito de contestar e solicitar a correção imediata dos valores. Além disso, as práticas de cobrança devem respeitar a dignidade do consumidor, sendo proibidas abordagens abusivas, ameaças ou exposição ao ridículo.

O consumidor inadimplente não deve ser submetido a nenhum tipo de constrangimento ou pressão psicológica. Em caso de disputas sobre a dívida, o consumidor pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e ao judiciário para buscar uma solução justa.

Finalmente, após cinco anos de inadimplência, a dívida prescreve, ou seja, não pode mais ser cobrada, e o nome do consumidor deve ser retirado dos serviços de proteção ao crédito, mesmo que a dívida não tenha sido paga, respeitando-se o direito ao esquecimento.

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