Corridas da Uber terão custo de R$ 2,20 a MAIS? Entenda a polêmica a saiba a verdade

Diariamente, milhares de pessoas utilizam o Uber devido ao seu custo mais baixo e tratamento personalizado. Entretanto, os valores podem aumentar.

A mobilidade urbana está em constante evolução e, com ela, os serviços de transporte por aplicativo, como o Uber, que se tornaram essenciais no cotidiano das pessoas.

Recentemente, uma proposta de regulamentação desses serviços foi enviada ao Congresso Nacional, prometendo mudanças significativas tanto para motoristas quanto para passageiros. Entenda o que a regulamentação significa e como ela pode afetar o custo das corridas.

A Uber vai começar a cobrar um pouco a mais pelas corridas. Confira quando isso deve acontecer!
A Uber vai começar a cobrar um pouco a mais pelas corridas. Confira quando isso deve acontecer! / Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

O que propõe a nova regulamentação?

O governo federal apresentou uma proposta visando regularizar a situação trabalhista dos motoristas de aplicativos.

Segundo os cálculos do governo, essa nova regulamentação implicará um custo adicional nas viagens, algo que, inicialmente, poderia preocupar passageiros e motoristas.

Porém, o argumento é de que este aumento será tão mínimo que poderá ser absorvido facilmente pelas plataformas, sem necessidade de repasse aos passageiros.

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Detalhamento dos custos adicionais da Uber

A proposta detalha que, para cada hora de viagem, seria adicionado um valor de R$ 2,20, representando a soma das contribuições previdenciárias por parte dos motoristas (R$ 0,60) e das empresas (R$ 1,60).

Este aumento, segundo o governo, é insignificante quando consideramos o contexto geral das corridas, sendo plenamente possível de ser incorporado pelas plataformas sem aumentar os preços para os usuários.

Benefícios aos motoristas da Uber

Além de tratar dos custos, a proposta visa assegurar direitos trabalhistas aos motoristas, incluindo uma remuneração mínima de R$ 32,10 por hora trabalhada, cobertura de custos operacionais (como combustível e manutenção do veículo), além de benefícios previdenciários e maternidade.

Isso representa um avanço significativo na proteção dos direitos desses trabalhadores, garantindo não apenas uma renda mais estável, mas também maior segurança no trabalho.

Impacto no mercado e na mobilidade urbana

A regulamentação dos serviços de transporte por aplicativo é um tema que gera debate em várias partes do mundo.

Ao propor essas mudanças, o governo busca encontrar um equilíbrio entre a flexibilidade que essas plataformas oferecem e a necessidade de proteger e valorizar o trabalho dos motoristas.

Enquanto alguns temem possíveis impactos negativos, como o aumento dos custos para os usuários, outros veem na proposta uma oportunidade para melhorar as condições de trabalho e a qualidade do serviço oferecido.

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Reações e expectativas

Apesar das preocupações iniciais sobre um possível aumento nas tarifas e até rumores de que empresas como Uber e 99 poderiam deixar o mercado brasileiro, o governo esclareceu que o projeto foi construído em acordo com todos os setores envolvidos, incluindo as próprias plataformas.

Isso indica uma busca por consenso que beneficie todas as partes: passageiros, motoristas e as empresas de aplicativos.

Uber e iFood vão sair do Brasil?

Recentemente, circularam informações equivocadas alegando que o governo federal, sob liderança do presidente Lula, teria proposto a proibição dos aplicativos Uber e iFood no Brasil.

Essa desinformação, impulsionada por postagens virais, inclusive uma do deputado federal Eduardo Bolsonaro em 2022, foi categoricamente desmentida.

A realidade é que o projeto de lei apresentado busca regulamentar o trabalho de motoristas de aplicativos, como Uber e 99, e não implica em proibir a atuação dessas empresas no país.

Contrário ao que os rumores sugerem, a proposta visa estabelecer condições trabalhistas mais justas para os motoristas, incluindo remuneração mínima, limites de tempo de trabalho diário, e contribuições previdenciárias por parte dos trabalhadores e das empresas, sem estabelecer um vínculo empregatício direto.

Essa iniciativa foi elaborada em colaboração com as plataformas digitais, refletindo um esforço conjunto para melhorar as condições de trabalho sem comprometer a operação dos serviços no Brasil.

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