Estou recebendo o auxílio-doença, ainda preciso CONTRIBUIR com o INSS?

O auxílio-doença é um dos benefícios mais importantes do INSS. Contudo, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre seu funcionamento.

Quando a vida nos surpreende com desafios de saúde, o auxílio-doença surge como um apoio vital. Mas, você sabia que há detalhes importantes sobre a contribuição ao INSS durante esse período que muitos desconhecem?

No geral, os trabalhadores podem ter muitas dúvidas em relação ao recebimento de benefícios da Previdência Social e a manutenção das contribuições ao INSS. Entenda tudo sobre o tema!

Você está recebendo o auxílio-doença e tem dúvidas sobre a contribuição ao INSS? Entenda tudo agora!
Você está recebendo o auxílio-doença e tem dúvidas sobre a contribuição ao INSS? Entenda tudo agora! / Foto: divulgação

O que é o auxílio-doença?

Primeiramente, é essencial entender que o auxílio-doença se destina aos segurados do INSS que, por motivos de saúde, se veem impossibilitados de exercer suas atividades laborais.

O benefício entra em cena a partir do 16º dia de afastamento, sendo os primeiros 15 dias de responsabilidade do empregador para os trabalhadores com carteira assinada.

Quais as regras do auxílio-doença?

Em suma, o auxílio-doença é direito dos segurados do INSS que ficam incapacitados para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos, devido a doenças ou acidentes.

Para ter direito ao benefício, é necessário cumprir uma carência de 12 contribuições mensais, exceto em casos de acidente ou doenças específicas listadas pelo INSS, que isentam dessa exigência.

Além disso, o segurado deve passar por uma perícia médica que ateste a incapacidade laboral. Durante o recebimento do auxílio, não é necessário continuar contribuindo para o INSS, e o segurado mantém sua qualidade de segurado durante e após o benefício.

Quais as diferenças entre ele e a aposentadoria por invalidez?

Ademais, o auxílio-doença é um benefício temporário concedido aos segurados do INSS que ficam incapacitados temporariamente para o trabalho devido a doenças ou acidentes.

Ele é entregue a quem precisa de um período para recuperação. Já a aposentadoria por invalidez é permanente, voltada para os segurados que apresentam incapacidade total e definitiva para qualquer atividade laboral, sem perspectiva de reabilitação em outra profissão.

Enquanto o auxílio-doença pode ser cessado após a recuperação do segurado, a aposentadoria por invalidez permanece enquanto durar a incapacidade, sendo revisada pelo INSS a cada dois anos para segurados com menos de 60 anos.

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E as contribuições ao INSS?

Aqui está a boa notícia: enquanto você estiver recebendo o auxílio-doença, não há necessidade de continuar contribuindo para o INSS. Isso mesmo!

Durante esse período, o segurado mantém sua qualidade sem a necessidade de realizar novas contribuições. Esse detalhe é crucial, pois alivia a carga financeira durante momentos que já são desafiadores.

Como solicitar o auxílio-doença?

Agora, para solicitar o auxílio-doença, o segurado do INSS deve primeiro agendar uma perícia médica, que pode ser feita pelo site Meu INSS ou pelo telefone 135.

É necessário estar com todas as contribuições em dia e fornecer documentação que comprove a incapacidade para o trabalho, como laudos, exames e relatórios médicos detalhados.

Aliás, no dia da perícia, é crucial levar um documento de identificação com foto e todos os documentos médicos que comprovem a condição de saúde.

Então, após a avaliação, se comprovada a incapacidade temporária para o trabalho, o benefício é concedido.

Segurança e tranquilidade no período de afastamento

Além disso, após o término do benefício, os trabalhadores entram no chamado “período de graça” de 12 meses, em que, mesmo sem contribuir, mantêm a qualidade de segurado.

Isso é especialmente relevante em casos de desemprego, assegurando que você não perca seus direitos junto ao INSS.

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