Anvisa volta sua atenção para a extensão de cílios; orgão vai PROIBIR a prática?

A extensão de cílios é uma prática que se popularizou rapidamente e, devido à alta demanda, tornou-se necessária uma regulação por parte da Anvisa.

A beleza e o cuidado pessoal nunca estiveram tão em alta e, com a chegada de tendências como a extensão de cílios, a busca pelo olhar perfeito se tornou um objetivo para muitos.

No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal de alerta que merece nossa atenção. Confira o posicionamento do órgão sobre o assunto!

Se você tem costume de fazer extensão de cílios, é bom ficar de olho nas novas normas da Anvisa.
Se você tem costume de fazer extensão de cílios, é bom ficar de olho nas novas normas da Anvisa. / Foto: Ascom – Anvisa

Anvisa emite comunicado sobre saúde de brasileiros

A Anvisa emitiu um alerta (GGMON 01/2024) sobre os riscos de usar colas instantâneas não regularizadas para fixar cílios postiços e unhas artificiais, especialmente durante o Carnaval.

Esse aviso foi motivado por relatos de reações alérgicas e irritações oculares decorrentes do uso inadequado dessas colas.

Este é o primeiro alerta desse tipo da agência, que enfatiza os perigos graves à saúde, incluindo o risco de cegueira, pois esses produtos não são testados para uso em pele, unhas ou olhos.

A orientação é dirigida tanto a consumidores quanto a profissionais da beleza, alertando sobre os perigos de utilizar esses adesivos para embelezamento e recomendando evitar seu uso para prevenir danos sérios, inclusive permanentes à visão.

Cuidados essenciais com a extensão de cílios

A prática que conquistou o coração de muitos, a extensão de cílios, esconde riscos que não podem ser ignorados.

A Anvisa reportou casos preocupantes de reações adversas decorrentes do uso de colas não regularizadas para este fim.

Logo, marcas conhecidas como Super Bonder, Tekbond e Three Bond, apesar de eficazes em outros contextos, não são adequadas para procedimentos estéticos devido à falta de testes de segurança e eficácia para tal uso.

Caso preocupante de extensão de cílios

A história da atriz Regina Casé é um exemplo real dos perigos envolvidos. Uma lesão química na córnea, causada pelo uso inadequado de cola instantânea, comprometeu temporariamente sua visão.

Esse incidente ilustra a importância de optar por produtos apropriados e regularizados especificamente para uso cosmético.

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Orientações da Anvisa para um procedimento seguro

Para garantir a sua segurança, a Anvisa recomenda a suspensão imediata do uso de colas instantâneas não regularizadas em procedimentos estéticos.

É crucial escolher produtos destinados a esse fim e verificar sua regularização no site da Anvisa, buscando pelo número de processo que normalmente começa com “25351”.

Além disso, é fundamental que tanto consumidores quanto profissionais da beleza estejam cientes dos riscos associados ao uso inadequado desses produtos.

Profissionais, em especial, têm um papel crucial na garantia da segurança e bem-estar de seus clientes, devendo sempre optar por produtos adequados e seguir as melhores práticas.

Dicas para uma extensão de cílios sem riscos

Para evitar contratempos e garantir a segurança durante a extensão de cílios, siga estas recomendações:

  1. Escolha de produtos: prefira marcas confiáveis e regularizadas pela Anvisa.
  2. Teste de alergia: realize um teste de alergia antes do procedimento aplicando uma pequena quantidade do produto na pele.
  3. Instruções do fabricante: siga rigorosamente as instruções de uso, respeitando os tempos de secagem e remoção.
  4. Evite contato com os olhos: Tenha cuidado para que a cola não entre em contato direto com os olhos ou a pele ao redor.

Fique atento à sua saúde!

O alerta da Anvisa serve como um lembrete valioso de que a beleza não deve comprometer a saúde. Ao optar por procedimentos estéticos como a extensão de cílios, a informação e a precaução são suas maiores aliadas.

Lembre-se sempre de verificar a regularização dos produtos e, em caso de dúvidas ou reações adversas, não hesite em procurar orientação médica especializada.

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