A VERDADE sobre as cintas modeladoras: vale a pena usar? Realmente funcionam?

As cintas modeladoras podem proporcionar uma silhueta desenhada, mas seu uso inadequado pode prejudicar a circulação sanguínea e linfática.

Atualmente, a busca pelo corpo perfeito vem se tornando cada vez mais intensa. Neste cenário, um antigo acessório voltou a ganhar destaque: as cintas modeladoras. Mas, afinal, qual é a real eficácia desses produtos? Especialistas alertam para os riscos e desvendam mitos relacionados ao uso contínuo desses itens. Vejamos a seguir na reportagem.

A VERDADE sobre as cintas modeladoras: vale a pena usar? Realmente funcionam?
As cintas modeladoras prometem uma transformação completa do corpo, mas seu uso constante pode trazer problemas de saúde. Foto: divulgação

Posso usar cintas modeladoras?

Nos últimos tempos, a popularidade das cintas modeladoras e corpetes tem crescido exponencialmente. A promessa de uma transformação corporal rápida e a eliminação de incômodos, como as dores nas costas, têm atraído um público ávido por soluções imediatas. No entanto, é fundamental entender os prós e contras associados a esses produtos.

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Há relatos de celebridades que adotaram o uso desses acessórios com a promessa de resultados milagrosos, desde emagrecimento até alívio de dores. Essa exposição midiática, somada à falta de informações claras, levou muitas pessoas a acreditar que o uso desses produtos era isento de contraindicações.

Juliana Satake, renomada fisioterapeuta formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com especialização em saúde da mulher pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem acompanhado de perto essa tendência. Segundo ela, houve um aumento significativo no número de pacientes que relatam dores associadas ao uso contínuo de cintas modeladoras. Alguns, inclusive, adotaram o hábito de usar o acessório durante 24 horas, retirando-o apenas para tomar banho.

A especialista acredita que o cenário atual, onde muitos estão trabalhando de casa devido à pandemia, contribuiu para essa prática. A privacidade do lar permite que as pessoas usem a cinta por longos períodos. No entanto, Satake alerta que aqueles que adotaram esse hábito desde o início da quarentena podem estar enfrentando perda de força e massa muscular.

Mas, para entender a real função das cintas modeladoras, é preciso voltar no tempo. Esses acessórios surgiram há séculos, com o objetivo de moldar o corpo feminino de acordo com os padrões estéticos da época. Durante os séculos 17 e 18, por exemplo, o ideal de beleza estava associado a formas mais arredondadas. Já no início do século 20, a busca era por corpos mais magros e cinturas finas. Essa pressão social levou muitas mulheres a adotarem práticas extremas, chegando, em alguns casos, a fraturar costelas em busca do corpo “perfeito”.

A cinta age comprimindo áreas específicas do corpo, redistribuindo a gordura e moldando a silhueta. Para compreender seu funcionamento, é essencial entender o tecido adiposo, que representa cerca de 20 a 25% do peso corporal das mulheres e de 15 a 20% dos homens. Ao ser comprimido, esse tecido, que é moldável, é redistribuído, proporcionando uma silhueta mais definida.

Mitos sobre o uso

No entanto, ao longo dos anos, diversos mitos surgiram em torno das cintas modeladoras. Contrariando a crença popular, esses acessórios não promovem emagrecimento real nem potencializam os benefícios do exercício físico. Seu uso durante atividades físicas pode, inclusive, prejudicar a saúde, limitando a capacidade respiratória e a circulação sanguínea.

Além disso, o uso contínuo pode levar à fraqueza muscular, aumentando o risco de problemas como hérnias de disco e lesões ligamentares. Dormir com a cinta, prática adotada por alguns, também não promove emagrecimento. E, embora algumas pessoas acreditem que o uso da cinta durante o trabalho possa prevenir dores, essa prática pode trazer mais malefícios do que benefícios.

Por fim, é válido ressaltar que, embora existam situações específicas em que o uso de cintas modeladoras seja recomendado, como em pós-operatórios, o uso contínuo e indiscriminado pode ser prejudicial. A busca por um corpo ideal deve ser equilibrada e focada na saúde, e não em padrões estéticos passageiros. A melhor alternativa para conquistar um corpo saudável e bonito a longo prazo continua sendo a combinação de uma alimentação equilibrada com a prática regular de atividades físicas.

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